2018: Ano Engraçado Esse…

- Júpiter, Planeta Regente de 2018.

2018: Ano Engraçado Esse…

A vida é feita de memória. Sejam elas genéticas ou ainda mais sutis, o memorial mecânico dá forma aos vários “eus”, retira o ser do trono essencial e favorece o estado de sono mesmo quando se está acordado.  Vida após vida repetimos esse processo, mas também evoluímos ao romper do ser, paulatinamente, essas memórias que o padroniza. Objetivo? Libertação! Por isso temos um corpo no tempo e espaço, pois ele abriga o memorial a ser processado, desapegado, dissolvido.

Estudiosos antigos e contemporâneos se utilizam do conceitual desses padrões para ajudar o indivíduo na odisseia da vida. Sigmund Jung: “aprendemos o que é ser humano através dos arquétipos”; Joseph Campbell: “a mitologia é a canção do universo – música que nós dançamos mesmo quando não somos capazes de reconhecer a melodia”. Bem antes desses pensadores, a Astrologia existiu e desenhou tais padrões como “Signos”, sinais que criaram a “Roda Zodiacal”, hoje vista como o mapeamento da personalidade total do indivíduo. Mesmo único que cada um de nós é, continuamos imersos numa herança colossal do processo evolucionário humano. Com apenas poucos 80 anos que em média possuímos para experimentar a vida, vê-se que tal evolução é bastante lenta, o que permite que os padrões sejam identificados, decifrados e catalogados. Do ódio e ao amor, tudo que é do homem compõe a mecânica da vida e pesa. O estado da imanência só existe para que faça valer a transcendência. Ou como disse meu Guru: “O Mestre encarnada também precisa fazer cocô! ” Ou seja, o Mestre também busca a transcendência de tudo que o abate; descobre as impurezas e trata da limpeza: corpo, mente e espírito devem buscar juntos a solução, além de permitir que o resultado da experiência seja repassado para outros.  

Descrever o planeta regente do Ano Astrológico, a quem lê pode movimentar positivamente seu psiquismo por meio da auto-observação e da apropriação do conhecimento. Tendo a carta astrológica em mãos, melhor ainda! Com 2018 a trazer o querido Pai benevolente “Júpiter”, conhecer sua posição na carta natal é um trunfo nas mãos! Júpiter é tido como o engraçado, palavra que surge de “graça”, do Latim “gratia”, mercê, favor, gratidão, boa vontade, estima. Júpiter, assim, é cheio de graça e rege o signo de Sagitário. Tudo que toca, expande, sem distinção, estando aí, o perigo de fazer mau uso da sua energia.  

2017 e o Duplo Saturno.

Para a Astrologia, 2017 ainda não terminou. Isso só acontece quando o Sol alcança o signo de Áries que ocorrerá dia 20 de março, por volta das 14h (Equinócio de Outono no Hemisfério Sul). Saturno, assim, se mantém todo poderoso e com dupla ação: regência maior de 36 anos e a menor, anual.  Senhor do Tempo, da coisa concreta, aquele que diminui a velocidade do giro atômico para a matéria existir, de ano a ano assistirá o desfile dos demais planetas a sua frente, colaborando para que a noção de tempo, algo de extrema importância em nós seres humanos, não seja perdida, sabotada com botox. É preciso lidar com a realidade imediata e somente o ser essencial verdadeiramente a produz, através do desafiador estado de presença, aqui & agora. Se sonolentos estamos, a noção é perdida e a vida esvaia. Não se deve apenas ver, sendo preciso enxergar. Respeitar o tempo é respeitar a vida e o que fazemos com o que ela nos oferece para um trabalho árduo no autodesenvolvimento e no avançar da consciência sobre aquilo que de fato somos. Esse foi o tipo de conteúdo que 2017, por meio do Senhor Saturno, ativou junto ao inconsciente da coletividade e conflitos se tornaram inevitáveis, tanto sociais como pessoais: política (impessoal) X indivíduo (autoexpressão).  

2018, embora de fato cheio de graça e beleza, não será um ano para tolices. Deve-se entender que engraçado não é sinônimo de divertido, algo mais conectado com a palavra sedução. Graça não equivale à sedução, mesmo que ambas tratem de “encantamento”. A graça é ancorada no “ser” como produto espiritual, enquanto que a sedução é a mecânica do ego que deseja o controle. Ser divertido e sedutor é diferente de ser espirituoso e engraçado. Júpiter é naturalmente espirituoso e isso o torna o arquétipo da boa fortuna na Astrologia. Representa Zeus, o Deus dos Deuses, o Todo Poderoso que controla o Universo. É um modelo de fato grandioso e, exatamente por isso, por esse inato ar de superioridade, que Júpiter costuma surpreender seus súditos com surpresas bem desagradáveis, o que inclui ilusionar ainda mais o ego, tornando-o inflado. É como se quisesse dizer: “Não brinca comigo! Sou bonzinho, mas não tolo! ”. E não é mesmo! Narra a mitologia que expulsou o próprio irmão do Olimpo que era… Saturno!!! Portanto, a relação entre os dois não é nada boa e estarão juntos em 2018. Se Júpiter é o benevolente, Saturno manterá o controle do tempo para que bobagens não sejam levadas adiante; coloca a sorte atrás da capacidade. Frustrações nos desejos puramente materialistas estarão em voga em 2018. É preciso existir justiça, proclamam juntos!  

Podemos aproveitar essa combinação de disciplina e disposição para termos um ciclo solar de crescimento, expansão e maior equilíbrio nas diferenças, integrando tudo e todos numa expressão única de prosperidade, o que inclui o próprio planeta, certamente.

Desde já, alimente pensamentos positivos e grandiosos, mas fique atento para não cair nas malhas da autossabotagem que o ego tanto gosta com seus improváveis desejos idiotas de materialização. Observe com carinho de onde surge o desejo e o abandone caso surja do umbigo. Faz um “self” da alma para poder ver o que a contamina e tome cuidado com o deformador de consciência que são as redes sociais.

Que possamos transformar, dar uma nova forma, as palavras e as ações, com afeto e amorosidade, respeito e dedicação, serviço e verdade.

Tenham todos um ótimo novo ciclo solar. Assim Seja! Ommm

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