A QUÍMICA DO PRAZER NO YOGA

A Química do Prazer no Yoga
Todo mundo sabe que praticar exercícios físicos de moderado à forte, gera sensação de prazer. O Yoga em particular é algo avassalador neste sentido. Aquele que pratica pela primeira vez, sai mesmo maravilhado, e a forte intenção de repetir aquilo é instantânea. Yoga é mesmo uma droga cheia de amor.

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Pensando em evolução, o cérebro humano desenvolveu-se de dentro para fora. Tem a primeira fase que é réptil, uma segunda que é mamífera, e a mais recente que é o córtex, equivalendo ao “precisar tomar decisões” e por onde ocorrem tantas bobagens. Por isso mesmo, a fim de evitar riscos maiores, o comum é ficarmos estacionados na segurança do mamífero-réptil, na decisão de apenas repetir e nos defender constantemente. Quem cuida desse efeito reativo é o sistema límbico que em resumo significa: recompensa & punição.
O corpo produz hormônios que irão atuar neste vai e vem vicioso. Prazer é visto como recompensa. Ausência de prazer, punição. Então, já temos a resposta: QUEREMOS PRAZER!!!
Mas e a química?
Quatro desses hormônios são fontes de prazer, porém um deles funciona como a sustentação de todos os demais que é a “MELATONINA”. Embora não aja diretamente sobre o prazer, a melatonina cria o ambiente propício para tal. É produzida na glândula PINEAL, a famosa “morada da alma” que faz jus ao chakra coroa e sua prescrição nirvana. A pineal é quem administra o reativo sistema límbico do ser humano, punindo e agraciando num jogo deveras sutil, velado e inconsciente. O objetivo é vir a alcançar o despertar da consciência, a partir das próprias experiências atraídas. A cada vida, um destino submetido a escolhas que é o livre-arbítrio. Segundo o Yoga, o avanço acontece através do intelecto, o córtex, cujo o treinamento é meditação e estudo.
Um aminoácido – partícula que forma proteínas- de nome “triptofano” é o responsável inicial na produção de melatonina. Ele vem dos alimentos que ingerimos e a glândula hipófise o recebe dos intestinos, transformando-o em “SEROTONINA”, este sim um dos quatro hormônios ligados a sensação de prazer. A noite (ou em local escuro), a serotonina é absorvida pela glândula pineal que a transforma em melatonina, fazendo-nos pegar no sono. Quando a claridade atinge nossos olhos, a pineal não sintetiza mais melatonina, e por não mais estar sendo utilizada para o sono, a produção excedente é liberada para ser distribuída por todas as demais glândulas, iniciando pela tireoide (metabolismo), seguindo para o timo (imunidade), e na sequência para as suprarrenais (atividade). É hora de sair da cama e ir para o mundo, com saúde e criatividade!!
Melatonina é um remédio essencial para a harmonia no nosso funcionamento microcósmico em acordo com o macrocosmo.
Através da prática do Yoga encontramos a maior diferença frente ao esporte comum: ela sustenta o prazer, operando na harmonização do fluxo das moléculas hormonais, pois faz o corpo trabalhar com a mente, via a atenção total na respiração. A intenção que oferecemos a prática opera no nível daquilo que chamamos de “milagre”. Desta combinação, mente – parte sutil do corpo, e corpo – parte grosseira da mente, as substâncias prazerosas, os neurotransmissores da felicidade, circulam obedecendo um ritmo que é dirigido pelo estado de sono e vigília, ou noite e dia. Participar dos ciclos da natureza e dos trânsitos astrais é estar no “aqui & agora”. O professor é uma baliza importante, mas no Yoga, você é seu próprio mestre que poderá dinamizar para maior ou menor o prazer, estabilizando-o em zona harmoniosa ou sendo levado por um jogo sutil momentâneo.
A química produzida durante a prática do Yoga é :
SEROTONINA: como nosso cérebro encontra dificuldade em distinguir ilusão de realidade, basta a lembrança de algo significativo que fizemos para alguma produção de serotonina acontecer. Certamente, o que corpo vai pedir mais e mais! As práticas de gratidão são frutos do prazer, pois elas nos valorizam, nos reúne, nos faz sentir importantes e valorizados, resultado da serotonina liberada. Mas isso cambaleia também para o “ego espiritual” ou no uso de aditivos químicos em grupo, operando na ilusão da suposta amizade colorida. As reuniões de ayahuasca com gurus, têm muito de usar este momento prazeroso para infundir doutrinas.
Pegar sol produz serotonina e, pasme, é fartamente encontrada nos intestinos via nutrição do aminoácido que se faz necessário para sua produção.
        OXITOCINA: produzida na glândula hipófise, chamada de “hormônio do amor”. Está presente no parto, na amamentação e no orgasmo. Tem efeito de fidelidade, fortalece os laços sociais, produz sensação de aconchego. Abraçar produz oxitocina. Já abraçou longamente alguém hoje? Tai uma fonte de prazer bem fácil, econômica e altamente saudável.
DOPAMINA: é produzida em diferentes partes do cérebro, envolvendo a glândula hipófise. É o “hormônio da motivação”, correr atrás dos sonhos, traçar metas, organizar a vida. Para ser produzida, nem precisa consolidar o fato, mas celebrar o primeiro passo já aumenta o entusiasmo, faz a gente acordar mais contente, mantendo a produção de dopamina. Quando tem circulando muita dopamina e o sonhos estão somente no ar, pode gerar os tiques nervosos e mesmo a doença de Parkinson. Ideia é 1%, ação 99%.
ENDORFINA: um analgésico natural. É o segundo fôlego, depois de 1h de hatha yoga. Mas age no emocional também, baixando a ansiedade ou retirando a depressão. Ela induz a diminuir a nossa percepção da dor. Aromas podem produzir endorfina, como é o caso da baunilha e lavanda. O chocolate também o libera.
(Extraído do livro “Yoga, Você Seu Próprio Mestre”, 2ª. edição revista e atualizada, autor Stupa Lima).

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