Meditação: O Mito de Parar de Pensar


M E D I T A Ç Ã O: O Mito de Parar de Pensar.

Na verdade, meditar não significará parar de pensar. A meditação desenvolve a habilidade de observar os próprios pensamentos, pois o comum é sermos abduzidos por eles usando de análises, planejamentos, enfim, tratando-os como uma agenda de acontecimentos futuros ou já vivenciados. Meditar é manter a mente suspensa desse processo vicioso por alguns instantes, todos os dias, o que vai gerar inúmeros benefícios, tanto para a própria mente que possui diversos outros atributos que não somente a análise, como para o cérebro que o hospeda e impulsiona os mecanismos neurofisiológicos necessários para termos vitalidade. A prática da meditação ao harmonizar o enorme fluxo de pensamentos, gera também a sensação de que o tempo desaparece. Então, por meio dessa infinitude, há o contato com a supraconsciência que reposiciona a mente para a tomada de decisões que irão gerar consequências positivas no tocante ao próprio autodesenvolvimento.

Eis o treino: observar a transitoriedade dos pensamentos de tal modo que, em certo instante, o foco será tão exato que o estado de meditação será alcançado. Ou seja, a prática da meditação consiste efetivamente em desenvolver a capacidade de se manter não rígido, mas absolutamente CONCENTRADO. Quando se alcança tal habilidade, o estado de meditação acontece e acompanha nosso dia-a-dia com naturalidade. Passamos a enxergar a sincronicidade dos fatos, a refletir melhor na solução de problemas, a compreender os registros emocionais que se tornaram negativos e acionamos intensos processos de reais aprendizados que nos amadurecem e nos permitem evoluir em consciência sobre aquilo que somos, seja como indivíduo, seja como coletividade.

Emoções e mente estão absolutamente conectadas e asseguram que não haja nem mesmo o risco de dor. Sempre que reagimos, oferecemos a experiência que já passou. O maior vilão nesse sentido é o medo de sentir novamente a dor gravada na memória. Mas pelo fato de que o que fomos ontem já não somos mais hoje, uma vez que muitos bilhões de células já foram trocadas por novas, a prática da meditação ajuda na retomada do fluxo natural da vida que é a TRANSFORMAÇÃO. Sim, meditar nos transforma em pessoas mais compreensíveis, tolerantes, amorosas, inteligentes e criativas, por onde um universo de novas possibilidades sucede. Através do equilíbrio emocional e do sistema endócrino agora nivelado, o corpo físico se ordena e finda a dependência de insumos danosos que o engordam e prejudicam seu pleno funcionamento.

Nos Estados Unidos, o país mais capitalista do mundo, 6% da população hoje pratica meditação, entre adultos e crianças (dados da Universidade de Harvard). Isto acontece porque reduz os custos com saúde do país, comprovadamente.

Então, vamos ao treino?!!

Sentar e ficar quieto observando o trânsito dos pensamentos num primeiro momento pode parecer impossível, mas se trata apenas de mais um desafio dentre tantos que a vida exige. Por isso mesmo existem técnicas que ajudam na primeira fase da prática. Desde já, duas coisas são fundamentais se realmente você deseja a harmonia integral: persistência e um bom motivo, pois é certo, mudanças pessoais serão acionadas.

2 comentários em “Meditação: O Mito de Parar de Pensar”

  1. Tenho uma dúvida, a meditação e a intuição estão ligados de alguma forma? Digo, as soluções que encontramos enquanto estamos meditando também podem ser entendidas como o resultado do encontro de nosso eu com nossa intuição?

    1. Olá! Duas coisas “distintas” você coloca:
      – “as soluções que encontramos enquanto estamos meditando”: se há a desejosa concentração que pretende o treinamento para que, com isso, surja o tal “vazio da mente”, não fica possível encontrar nada nessa atmosfera. Ou seja, como coloca, houve processamento de dados, memória, conteúdos lineares, tlz, até racionais, para que tenha encontrado a solução. É preciso treinar sobre algo abstrato ou geométrico;

      – Meditação e Intuição estão absolutamente conectados, pois é o ego (Eu Sou) em contato com a supraconsciência (transpessoal). Então, fica possível que surja a solução quando o tempo do silêncio interior foi cessado, e somente assim. Ok que isso pode ocorrer nos segundos finais do retorno a mente comum, mas se houve meditação, antes não faria qq sentido junto aquilo que a prática fomenta como exercício mental.

      É possível considerar uma escala sucessória do movimento mental. De cima para baixo: intuição, percepção, imaginação, pensamento e, por fim, a criatividade que é a autoexpressão genuína, conectada que esteve – e com a prática se mantém – com a dimensão mais ampla do Ser.

      Obrigado pelo contato. Lanço Graças. Ommm

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