quem te irrita, te domina.

Post original: https://lamenteesmaravillosa.com/quien-te-enfada-te-domina/ (tradução: Google – correções: Stupa Lima)

“Quem te deixa com raiva, domina você”. Pense nisso, ou não é verdade? Quando algo não aconteceu como nós queríamos ou alguém não respondeu como esperado, quando incomodados com o comportamento de uma pessoa, o que é dito somente expressa o que sentimos, por meio de expressões do tipo: “você me deixou com raiva”, “você me causou danos”, “você me irritou …”.

Se pararmos para pensar sobre isso e decidirmos aprofundar a tradução dessas nossas mensagens, torna-se algo como “você é o culpado de como eu me sinto”, “você é responsável por eu estar assim” ou ” você me machuca”. Ou seja: estou errado por sua causa!

Não conceda poder sobre si mesmo aos outros.

Se alguém nos irrita é porque temos dado permissão para fazê-lo. Porque, na realidade, quando alguém nos irrita, o que ressoa internamente dentro de nós é “o que você pensa sobre mim é mais importante do que eu penso sobre mim mesmo”. Pense nisso.

Nestes casos, trata-se da responsabilidade de como nos sentimos e como nos dirigimos para os outros, isto é, para o exterior. Então, ao depender dos outros, é assim que nos encontraremos.

Acontece que em vez de nos encarregarmos de nossas emoções e sentimentos, de nos voltarmos para dentro e assumirmos responsabilidade pelo que sentimos, damos poder ou consentimento aos outros. Porque ninguém te deixa com raiva sem o seu consentimento, ou deixa?

É verdade que assumir todo o peso que acarreta aborrecimentos ou que os aborrecimentos são coisas complicadas e que custa… e mais, se estamos acostumados a colocar nosso foco fora, ainda é mais fácil culpar o parceiro de ser aquele que tenta lidar com a nossa raiva do que nós mesmos… Mas, desta forma, nunca nos conectaremos com o nosso interior.

Se não aceitarmos o presente, ele permanecerá como o da outra pessoa.

Às vezes jogar bolas fora ou culpar os outros pela forma como nos sentimos acontece porque somos movidos pelo nosso ego. Este elemento psíquico consiste em nos fazer identificar com o que temos, fazemos e como estes elementos nos valorizam.

Uma vez que nos afastamos do ego e o deixamos estacionado, começamos a assumir mais responsabilidade por nossos pensamentos, comportamento e por nossas emoções, e ninguém pode nos ferir; porque consideramos que o que somos é muito além dos bens materiais, de nossas ações ou da opinião dos outros.

Para isso, podemos nos ajudar a pensar que quando alguém nos insulta ou faz algo de que não gostamos, é como se ele estivesse nos oferecendo um presente. Se não o aceitarmos, o presente permanecerá da pessoa, enquanto que se o aceitarmos, vamos buscá-lo. Em última análise, a decisão será nossa.

Assim, insultos, provocações ou mesmo ações de outros são como aqueles presentes que escolhemos aceitar ou não; por isso não podemos culpar ninguém pela decisão tomada, só podemos assumir a responsabilidade pela nossa atitude, pela nossa escolha.

Nós não podemos mudar os outros, mas a nossa atitude

Temos que ter em mente que o choque de expectativas que formamos com a realidade também pode ser um gatilho para nossos aborrecimentos, porque as coisas não saíram como imaginávamos.

Não podemos controlar as circunstâncias ou as pessoas, mas podemos controlar nossa resposta. Então, não podemos mudar o que alguém diz sobre nós ou o que eles fazem nos incomoda. Mas é claro que podemos mudar a atitude com a qual encaramos a vida.

A responsabilidade assusta, mas é o que nos permite ser donos da nossa vida. Reconhecer nossas emoções e sentimentos tomando conta deles, dá-nos a liberdade de reconhecer e escolher nossa atitude para com a vida.

“Reconhecer que “eu sou aquele que escolhe e que “eu sou aquele que determina o valor que uma experiência tem para mim” é algo que enriquece, mas também assusta”. -Carl Rogers-

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