Sol em leão

Sol em Leão: calor a flor da pele!

Bendito sejam todos os leoninos que emanam o calor frenético da estrela Sol.

Brilhar é o objetivo de ambos e mesmo de qualquer outro signo do Zodíaco que existe por meio do Sol. Porém, é no sinal de Leão que se aplica o refinamento sobre a arte de ser; nem isto ou aquilo, apenas “Ser” em sua natureza que muito tem daquilo que uma boa parcela da humanidade chama de “espiritual”.

O poder de Atman

O discurso de que leoninos são egocêntricos surge por esta razão, sendo um incômodo que jamais existe neles próprios pois intimamente reconhecem. São os outros que produzem neles mesmos a indisposição relacionada ao centrado Leão, o único signo regido pela estrela central do Sistema Solar☀️.

Portanto, seria bom, tal como age os leoninos, que os demais signos resolvessem suas próprias questões relacionadas a organização, disciplina, afeto e criatividade no âmbito do autoconhecimento. Cada qual deve cumprir suas ações mais autênticas, naturais, como aquelas referenciadas pelos arquétipos fornecidos pela Astrologia, por exemplo.

Astrologia é uma maravilhosa ferramenta para o autoconhecimento.

Aquele novelo de lã que parece ser o Mapa Astrológico, aos poucos em uma única linha se transforma.

A correlação que se faz do Mr Ego como uma espécie de apoteose no signo de Leão, além de meme, sua origem vem do conhecimento equivocado sobre as teorias e práticas que desenham a estrutura psíquica do ser humano, sejam elas orientais ou ocidentais.

Sigmund Freud foi quem deu nome aos bois. Chamou de Ego (em alemão ich, “eu”), a entidade psíquica que em conjunto com outas duas, “Id” e “Superego”, age na calada da mente consciente e inconsciente. É na combinação destas três membranas psíquicas permeáveis que vivenciamos e estabelecemos relacionamentos; temos a oportunidade de produzir o estado de felicidade, base de todos os desejos de qualquer humano.

No Tantra (Biopsicologia), o Ego é chamado de “Ahamkara” (“eu que faz”) e tratado como o representante oficial da consciência; é a figura-chave de interação que se utiliza dos órgãos dos sentidos a fim de satisfazer desejos e produzir felicidade. Por isso mesmo, o Ego acaba por também ser um mecanismo de defesa, de autodefesa, diante de tudo aquilo que poderá trazer dor e sofrimento, o oposto de felicidade. Mas ainda assim, os desejos são objetos com muita energia, força; é poço sem fundo. Logo, angústias, medos e ansiedade sinalizam o tamanho da muralha que foi erguida para se evitar os negativos da vida.

Através dos mecanismos de defesa elaborados pelo Ego e seus parceiros inseparáveis, e o quanto estão estruturados em certezas ou verdades absolutas, personalidades frágeis, inflexíveis ou cristalizadas serão exibidas. Isso prejudica infinitamente todo potencial reservado para o devido brilho pessoal, o que leva a se apontar o dedo para fora e surgirem julgamentos de certo e errado.

Impulsos de autodefesa exacerbados cegam e expressam discursos abusivos, controladores, julgadores, ignorantes e até tiranos, sempre com a intenção de reduzir o outro ao próprio tamanho de quem o enxerga: mediano; medíocre. E ainda que Leão possa ser aquele que nutri a consciência, não está fora desse jogo dual.

Por esse aspecto tão emocional – e infantilizado – o Ego está muito mais para os fatores que a Lua rege (as emoções) do que os do Sol. Nossa estrela seria aquilo que o fundador da psicologia analítica, Carl Jung, ele próprio leonino, chamou de “Self”. A biopsicologia (Tantra) chama de “Atman” (“Si Mesmo”), algo como o clamor espiritual que, inclusive, a prática do Yoga revela.

Por analogia, seria como um aquecedor com toda sua estrutura pronta para funcionar, neste caso, Id, Ego e Superego. Ao ser ligado na energia, ou seja, quando o indivíduo é exteriorizado, parido, o calor que emite é o Self que agirá para que a pessoa se mantenha integrada, impulsionando a realização de sua totalidade e individualidade, uma vez que não são duas coisas separadas.

Aprender a controlar o vendaval da mente torna possível gerenciar a relação com o mundo (Ego; Lua; emoções) com mais harmonia e coerência, qualidades não supridas externamente pela sociedade. Desta forma, o Self, Atman, emerge em seu calor e revela encantamento e graça. Mas nem por isso a vida é feita só de alegrias e toda essa baboseira de “pensamento positivo”. É através da sombra e da luz que podemos ver o filme que passa.     

O Ego pode de fato nos levar para o alto da montanha e lá permanecermos sozinhos. Mas sob o calor do Self, a natureza real, a pessoa não se sentirá sozinha.

Viva Leão!! Haja Luz!

Stupa Lima (signo de Leão!)

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