SOMOS 99% MICRÓBIOS E 1% HUMANO.

Para o Universo e para a ciência – aos olhos de uma realidade física – nós humanos estamos muito mais para micróbios, seja como genes, seja como células.

A Incrível Relação Íntima entre o Intestino e o Cérebro.

por Stupa Lima

gastro-cérebro

Recentemente, calculou-se que no corpo de um adulto existe cerca de 1 kg de micróbios. Isto torna evidente o papel que estes serzinhos minúsculos desempenham em nossas vidas. Basta comparar o número de células humanas e a quantidade de micróbios que este peso indica. Estimativas dizem que há 10 vezes mais micróbios em nosso corpo do que nossas próprias células. Então, com relação ao número de células, somos 90% micróbios e apenas 10% humanos.

Mas a coisa não para por aí. Assim como os humanos, esses microrganismos também têm seus genes que determinam como eles vivem e interagem com outros organismos. “Se calcularmos o número de genes microbianos presentes em nosso corpo, chegamos à impressionante conclusão de que abrigamos 100 vezes mais genes microbianos do que humanos. Assim, em termos de número de genes, somos 99% micróbios e apenas 1% humano”, revela Jennifer Wolkin, Neuropsicólogo/EUA.

O MICROBIOMA humano é o nome dado a esta enorme colônia de proporção babilônica que vive em harmonia no corpo humano, sendo fundamental no auxilio à ação do sistema imune e à nutrição. Distúrbios nessa comunidade bacteriana podem causar doenças como alergias e obesidade, só para começar.

Os microrganismos que vivem no corpo humano colonizam todas as superfícies expostas ao ambiente externo. Estão na boca, no estômago, no intestino, nos sistemas gênitourinário e respiratório, nos olhos e na pele. Embora se distribua por todas as áreas de contato com o exterior, a maior parte da colonização (cerca de 70%) ocorre no trato gastrointestinal. Isso se deve em grande parte ao fato da área das paredes intestinais de um adulto ser equivalente à de uma quadra de tênis (!!!) e, portanto, um imenso espaço para interações entre o tecido humano e os micróbios.

Essa associação começa cedo. No instante em que nasce por parto normal, o bebê é colonizado por bactérias do canal vaginal da mãe. Bebês que nascem por cesariana têm um microbioma diferente e vão precisar trabalhar mais, pois recebem basicamente micróbios da pele da mãe e dos profissionais de saúde envolvidos no parto, o que é pouco frente a sua função essencial que é garantir equilíbrio biológico.

O Microbioma é tão original como o nosso sistema nervoso. São trilhões de bactérias e elas desempenham múltiplos papéis em nossa saúde em geral. Se tal microbioma estiver alterado com bactérias maléficas em maior número (disbiose), não é possível obter uma boa absorção de vitaminas e minerais, além de desencadear um desequilíbrio na absorção de energia vinda dos alimentos, o que inclui o prana, energia vital que sustenta a vida no seu aspecto sutil e primordial.

À luz disto, o microbioma se tornou foco de muita atenção e investigação científica como uma nova maneira de entender as doenças autoimunes, doenças gastrointestinais e até mesmo distúrbios cerebrais. De fato, o intestino é tratado como um segundo cérebro, em virtude da sua própria rede neural com cerca de 100 milhões de neurônios que surgiram dos mesmos tecidos do sistema nervoso central. Portanto, existem muitos paralelos estruturais e químicos entre o trato digestivo e o cérebro. Efetivamente, a flora intestinal desempenha um papel vital na saúde física e psicológica do indivíduo.

Certamente que, mesmo com tantos neurônios, o intestino não irá realizar reflexões filosóficas como faz o cérebro com seus 86 bilhões. No entanto, numa sinfonia milagrosamente orquestrada de hormônios, neurotransmissores e impulsos elétricos, lê-se sistema endócrino, imunológico e sistema nervoso central, ambos os “cérebros” se comunicam. “O cérebro e o intestino são tão intimamente ligados que, por vezes, parecem ser um único sistema e não dois!”.

Estudos demonstram que má saúde intestinal tem sido relacionada com desordens neurológicas e neuropsiquiátricas, como a esclerose múltipla e doença de Parkinson. Isto agora está potencialmente relacionado com estados pró-inflamatórios induzidos pelo intestino desequilibrado (“disbiose intestinal”, sobre ou dentro do corpo). Conexões adicionais também foram encontradas entre as alterações intestinais promovidas pelo avanço da idade e doença de Alzheimer.

Assim, a redução de estresse e outros tratamentos psicológicos podem ajudar a prevenir e tratar doenças gastrointestinais. O contrário certamente é válido, ou seja, problemas gastrointestinais podem estar relacionados a questões psíquicas desarmoniosas com o Ser que envolve também energia vital (alma; espírito) e a inteligência emocional.

O aspecto mais poderoso para a conexão gastro-cérebro é o entendimento de que muitas das nossas escolhas junto a um estilo de vida são mediadoras no nosso bem-estar geral. A abordagem de corpo inteiro aos cuidados de saúde e bem-estar continua a mostrar que é mesmo o melhor caminho junta a uma cultura ocidental.

(Fonte Pesquisa: Instituto CH/2014 – Mindfull.org/2015)

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