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deep yoga

A massificação da prática do Yoga acontece atualmente na sociedade Ocidental – a Meditação também, como prática isolada – e obrigado ao devido aprofundamento. Ambas modalidades enquadradas no projeto “qualidade de vida” assumem papel até mesmo na educação: adentram no ensino fundamental e dão voz a inclusão e criação de estratégias para um sistema de ensino mais eficaz. Yoga e Meditação também inspiram pesquisas na área da neurociência e ajudam a esclarecer a física quântica.

O foco está em agirem sobre a emoção e ser esse o fator reconhecidamente preponderante para bons resultados tanto no aprendizado, como no autodesenvolvimento e na saúde. Yoga e Meditação favorecem uma educação humanizada e integrativa.

os muitos cursos de formação no Ocidente.

Pessoas brilham no Ocidente utilizando o Yoga. Várias delas se unem, formam grupos, escolas, cursos, associações em defesa de um “yoga com qualidade”. Esses e demais iniciados são a linha de frente que levam tais práticas ao populismo. O exótico se adapta ao Ocidente e nós ocidentais a ele, gerando crescimento multicultural magnífico claramente observado.

Desse ponto em diante, o Ocidente se vê com os mais diversos cursos de formação ou de aprofundamento no Yoga e as mais diversas novas modalidades de meditação.

O fato é que o mesmo yoga que se concentrou no físico durante anos da prática ocidentalizada, esticando bem o corpo ao ponto de exibir ásanas maravilhosos tendo o Monte Kalaish como paisagem de fundo, também agiu sobre a mente e a flexibilizou em igual dimensão ou até mais! Novos conteúdos proliferaram e muitos pré-existentes foram de vez banidos. O espaço para um aprofundamento é então criado e objetiva que emerja o questionamento sobre “Eu Sou Quem?”, algo que a prática da meditação sozinha também oferece.    

Há sempre o risco de o popular corromper o tradicional, basta ver a legião de “coachs”, terapeutas holísticos e falsos gurus. Embora possa haver alguns equívocos nessas autoafirmações, ainda é o autoconhecimento que brilha no cartaz. O autoconhecimento está em voga!

O que impulsiona o aumento no interesse pelo tema é o mal que sempre afligiu a humanidade e enche os consultórios médicos até hoje: o vazio existencial que as emoções nunca preenchem de fato, mas esclarecem onde residem os valores a regerem nossos pensamentos e atitudes, o que pode interferir negativamente no bem-estar. Há clara confusão sobre “necessário & suficiente”, “paz & amor”, “indivíduo & respeito”. Com a ausência do discernimento promovido pelo alvoroço do ambiente emocional e o fluxo incessante de desejos, aumenta o sentimento de medo por onde o vazio existencial acontece e uma avalanche de consequências físicas sucede.  

Yoga e Meditação, métodos de autoconhecimento que são pura ambrosia, rompem padrões emocionais negativos, desintegram vícios, retiram compulsões; ao tempo é dada a relatividade. Flui a educação também interior por onde o que seja espírito, melhor lida com o denso sistema cérebro-espinhal.

A vida para essas práticas ancestrais é inclusiva, diversificada, abundante e feliz. Toda emoção gerada deveria revelar tais sentimentos que contém beleza e luz.    Mantenhamos a brava luta. Mantenhamos a prática.

INIBIÇÃO SENSORIAL

PRATYAHARA: intensa interiorização.

O Yoga é treinamento contínuo. A dualidade que nos envolve, os “sim” e “não” de todo momento, transporta a prática do Yoga para o cotidiano de nossas vidas.

Uma das técnicas que juntamente com mais sete compõe o sistema “óctuplo” do Yoga Tradicional, treina o “recolhimento”, a inibição sensorial.

Krishnamacharya Shanmukha / Sat Mukhi Mudra – Pratyahara

Chama-se “PRATYAHARA” que é o quinto “anga” (membro) do sistema.

Na ordem, os oito angas são:

1 – Yama (observância moral)

2 – Niyama (autodomínio)

3 – Ásana (postura)

4 – Pranayama (controle da respiração)

5 – PRATYAHARA (inibição sensorial)

6 – Dharana (concentração)

7 – Dhyana (meditação)

8 – Samadhi (êxtase)

O recolhimento de que fala não é em si um distanciamento, nem mesmo algo como se manter numa redoma espiritual ou permanecer só no alto da montanha. Tão pouco se compara a manter os olhos no próprio umbigo.

Ao contrário, Pratyahara exclui a ideia de separação. Trata da habilidade de controlar a consciência e virmos a direcionar nossa atenção para o que realmente importa no pleno autodesenvolvimento como pessoa. Seu exercício expande a consciência, a desenvolve, facilitando o autocontrole ágil – e inteligente – das emoções e sobre a mente; faz de nós de fato humanos.  

Esse aprendizado capacita o praticante do Yoga a avançar nos demais membros do sistema :

  • Concentrar-se que exige demasiada disciplina para nos manter no momento presente;
  • Meditar, o estado de completa entrega na infinitude desse momento;
  • E uma vez lá, o êxtase, a comunhão absoluta com o Si Mesmo transcendental, eterno e único.

O Poder da Astrologia

O Incontestável Poder da Astrologia.

Por Stupa Lima

A Astrologia, mesmo com 280 séculos sob registros, continua a receber críticas e maledicências, ao mesmo tempo que conquista elogios, respeito e mais adeptos. Misticismo à parte, tal conhecimento da relação macro e microcosmo está perpetuado e caminha ainda feito criança entre nós. Com efeito, esclarece questões da vida pessoal e, assim, libera a alma para a plena dissolução de indesejáveis processos que impedem o desenvolvimento da consciência. Quando se olha para a história da Astrologia, percebemos que o tempo é senhor absoluto da sua nossa trajetória; ousar questioná-lo pode ser extremamente perigoso junto ao avanço evolutivo da coletividade que a Astrologia tem o poder de penetrar com profundidade. Há quem defensa, inclusive, a partir do épico clássico “Mahabharata” (Índia) e do “Livro do Enoque” (Era pré-cristã), que foram extraterrestres os mestres que ensinaram como utilizar a simbologia cósmica para interpretar o funcionamento da raça humana. Sem dúvida, conhecimento valioso esse!!

A palavra “Astrologia” surge há apenas 10 mil anos, na Grécia. Vem de “aster” (estrela), que recebeu da raiz indo europeia “ster” (espalhar), pois entendiam os estudiosos da época que as estrelas se encontravam espalhadas pelo céu a nos guiar. No entanto, pela história das civilizações, o homo sapiens começa a dar forma à atual Astrologia no período conhecido como “Idade da Pedra Polida” ou “Neolítico”, cerca de 2mil anos antes, início da agricultura e domesticação de animais. O sedentarismo ao invés do nomadismo permitiu o ócio criativo, a contemplação, maior observação e registros dos corpos celestes em comunhão com acontecimentos ao redor. De geração em geração, tais conhecimentos são repassados, recebem novos acordes, avançam em estudos, observações e interpretações; há manutenção da reflexão sobre o todo que envolve nossa condição humana consciente. Faz apenas um século que Carl Jung legou o “arquétipos do inconsciente coletivo”, bem como a “teoria da sincronicidade” que se debruça especificamente sobre a Astrologia.

Arquétipos inquestionáveis da humanidade? Onde pode residir evolução nisso?

Lidar com o abrangente conhecimento astrológico está ao alcance de qualquer um, mas vai exigir o exercício em lidar com o imaginário, o sutil e o abstrato. Com a prática, o volume no trânsito de estímulos entre os hemisférios cerebrais aumenta e gera inteligência também emocional. Amadurecemos nesse ambiente que compõe parte fundamental da vida orgânica, ao nutrirmos o intelecto (“buddhi”, em sânscrito) com a reflexão, ou seja, com a capacidade de, aos poucos, deixarmos de ser reféns de modelos pré-estabelecidos para conquistar a libertação. Questionar tais modelos é, desse modo, momento do próprio autoconhecimento, logo, é pertinente e incentivado pela Astrologia: definimo-nos melhor por meio da pré-existência de algo.

A Astrologia, ciência ou não, provoca, altera e fomenta o rumo da vida de bilhões de pessoas. Está nas empresas e governos, junto a donas de casa e executivos de multinacionais. Possíveis críticas à Astrologia, podem estar a morder o próprio rabo de quem as emite, pois, em síntese, tamanho conhecimento milenar apresenta a própria história da evolução do homem. Ao ensiná-lo a refletir sobre modelos que precisam existir para dar suporte a odisseia da vida, desenhar à lápis uma estrada, oferecer margens por onde se possa caminhar com maior segurança, faz do precioso tempo que dispomos, algo espiritualmente construtivo em nós.  

“Viemos girando do nada, espalhando estrelas como pó. As estrelas puseram-se em círculo e nós no centro, dançamos com elas… em torno de Deus, gira a roda do céu. Segura um raio dessa roda e terás a mão decepada”. (Rumi).