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E RESPIRE!!!

Respire!!!

 Gurus exaltam as virtudes da respiração consciente.

– os devotos dizem que a prática ajuda a lidar com ansiedade, dependência, estresse e outros problemas de saúde.

(matéria copiado de “The Guardian” – 21 set 2019 – Tradução: Google – Revisão: Stupa Lima. Link no final da matéria)

Pode ser difícil recuperar o fôlego em sociedades em ritmo acelerado, inundadas de alimentos não saudáveis ​​e cheias de poluição.

Portanto, não é de admirar que um número crescente de pessoas esteja participando de oficinas de respiração consciente, nas quais você inspira e expira repetidamente profundamente por até 90 minutos para ajudar a lidar com a ansiedade, dependência, estresse e uma série de problemas de saúde.

Em todo o Reino Unido, há um número crescente de workshops e eventos em estúdios, escritórios corporativos, museu de história natural e até parlamento, onde parlamentares e colegas aprendem técnicas de respiração durante as aulas de Yoga.

O NHS também promove exercícios respiratórios para reduzir o estresse, e influenciadores do bem-estar, como Wim Hof, Russell Brand e Fearne Cotton, elogiaram as recompensas da prática.

“A respiração consciente e conectada está alcançando o mundo”, diz Geert De Vleminck, presidente da International Breathwork Foundation. “As pessoas estão sempre buscando encontrar felicidade, alegria, amor verdadeiro e serem saudáveis.”

Ele explica que muitas pessoas problemáticas não conseguem resolver seus problemas e, em vez disso, se ocupam com drogas, álcool, sexo, jogos de azar, televisão, compras e beleza superficial.

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Mas a respiração pode ser transformadora, afirma De Vleminck, descrevendo como ele estava tomando antidepressivos e não conseguia dormir à noite até começar a respirar consciente. “Ele liberou muitos traumas do passado e me libertou novamente.”

O Guardian participou recentemente de um workshop sobre respiração em Londres, com a presença de um grupo de homens que se recuperavam de uma variedade de vícios graves.

Eles uivaram e gemeram enquanto respiravam continuamente de boca aberta, deitados de costas, antes de relatar experiências de intensa catarse, a liberação de memórias reprimidas e um subsequente profundo senso de calma e conectividade, além de tontura.

“Conhecemos os benefícios da respiração consciente, atenção plena e meditação há muito tempo, mas não os implementamos”, diz Hannah Goodman, fundadora da Grounded Life, que realizou a sessão.

“Níveis de problemas de saúde mental, aumento do uso de medicamentos como antidepressivos, absentismo no trabalho devido a sintomas relacionados ao estresse e taxas crescentes de suicídio são evidências de que nosso relacionamento atual para lidar com trauma ou estresse não está funcionando”.

Goodman treinou como facilitador da respiração quatro anos atrás, período durante o qual o número de pessoas qualificadas como gurus da respiração começou a “crescer”.

“A respiração está finalmente começando a ocupar o centro do palco, é afinal o centro de nós e o motivo de estarmos aqui”, diz ela. “Estou muito feliz por fazer parte desse movimento crescente”.

Liderando a onda de popularidade está Richie Bostock, também conhecido como “The Breath Guy”. Ele realiza regularmente sessões esgotadas para até 100 pessoas em locais como o Ministry of Sound, no sul de Londres.

“Está absolutamente explodido”, diz ele. “Vou ensinar em 19 festivais este ano. Eu ensinei no horário de verão britânico no mês passado e 2.000 pessoas estavam deitadas fazendo técnicas de respiração.

“Está se tornando uma coisa muito grande, porque é muito simples. Você pode se sentir tão bem apenas respirando.

Ele afirma que pessoas com insônia participaram de apenas uma de suas sessões e dormiram seis horas naquela noite.

“É quase bom demais para ser verdade”, ele admite. “Mas eu não conheci uma pessoa que saiu de uma aula e disse que não entende. Tenho tantos clientes que se sentem prontos para diminuir os medicamentos anti-ansiedade em questão de semanas. ”

A respiração acelerada e profunda, também conhecida como respiração holotrópica, foi descrita como uma maneira de “ficar chapado sem drogas”, com pesquisas que descobriram que o ritmo da respiração modula a atividade neural em uma rede de áreas cerebrais envolvidas no cheiro, memória e emoções.

Emma Seppälä, psicóloga que ocupa cargos nas universidades de Yale e Stanford, diz que estudos descobriram que as práticas respiratórias podem aumentar significativamente o bem-estar enquanto diminuem a ansiedade e o trauma.

“Ao mudar sua respiração, você pode ativar o sistema nervoso parassimpático ‘descansar e digerir’ – o oposto da resposta ‘lutar ou fugir’. Seu corpo se acalma. Como consequência, você relaxa e se sente melhor. ”

“A pesquisa mostra que emoções e respiração estão intimamente ligadas, cada emoção tem um padrão específico de respiração que o acompanha”, diz ela.

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https://www.theguardian.com/lifeandstyle/2019/sep/21/and-breathe-gurus-extol-the-virtues-of-conscious-respiration?CMP=fb_gu&utm_medium=Social&utm_source=Facebook&fbclid=IwAR00bYZXafWrWRenyb0gc78BSIR1s_tbDnh_0l2rcFhMtfp0eFG_qKxGI5Y#Echobox=1569082447

deep yoga

A massificação da prática do Yoga acontece atualmente na sociedade Ocidental – a Meditação também, como prática isolada – e obrigado ao devido aprofundamento. Ambas modalidades enquadradas no projeto “qualidade de vida” assumem papel até mesmo na educação: adentram no ensino fundamental e dão voz a inclusão e criação de estratégias para um sistema de ensino mais eficaz. Yoga e Meditação também inspiram pesquisas na área da neurociência e ajudam a esclarecer a física quântica.

O foco está em agirem sobre a emoção e ser esse o fator reconhecidamente preponderante para bons resultados tanto no aprendizado, como no autodesenvolvimento e na saúde. Yoga e Meditação favorecem uma educação humanizada e integrativa.

os muitos cursos de formação no Ocidente.

Pessoas brilham no Ocidente utilizando o Yoga. Várias delas se unem, formam grupos, escolas, cursos, associações em defesa de um “yoga com qualidade”. Esses e demais iniciados são a linha de frente que levam tais práticas ao populismo. O exótico se adapta ao Ocidente e nós ocidentais a ele, gerando crescimento multicultural magnífico claramente observado.

Desse ponto em diante, o Ocidente se vê com os mais diversos cursos de formação ou de aprofundamento no Yoga e as mais diversas novas modalidades de meditação.

O fato é que o mesmo yoga que se concentrou no físico durante anos da prática ocidentalizada, esticando bem o corpo ao ponto de exibir ásanas maravilhosos tendo o Monte Kalaish como paisagem de fundo, também agiu sobre a mente e a flexibilizou em igual dimensão ou até mais! Novos conteúdos proliferaram e muitos pré-existentes foram de vez banidos. O espaço para um aprofundamento é então criado e objetiva que emerja o questionamento sobre “Eu Sou Quem?”, algo que a prática da meditação sozinha também oferece.    

Há sempre o risco de o popular corromper o tradicional, basta ver a legião de “coachs”, terapeutas holísticos e falsos gurus. Embora possa haver alguns equívocos nessas autoafirmações, ainda é o autoconhecimento que brilha no cartaz. O autoconhecimento está em voga!

O que impulsiona o aumento no interesse pelo tema é o mal que sempre afligiu a humanidade e enche os consultórios médicos até hoje: o vazio existencial que as emoções nunca preenchem de fato, mas esclarecem onde residem os valores a regerem nossos pensamentos e atitudes, o que pode interferir negativamente no bem-estar. Há clara confusão sobre “necessário & suficiente”, “paz & amor”, “indivíduo & respeito”. Com a ausência do discernimento promovido pelo alvoroço do ambiente emocional e o fluxo incessante de desejos, aumenta o sentimento de medo por onde o vazio existencial acontece e uma avalanche de consequências físicas sucede.  

Yoga e Meditação, métodos de autoconhecimento que são pura ambrosia, rompem padrões emocionais negativos, desintegram vícios, retiram compulsões; ao tempo é dada a relatividade. Flui a educação também interior por onde o que seja espírito, melhor lida com o denso sistema cérebro-espinhal.

A vida para essas práticas ancestrais é inclusiva, diversificada, abundante e feliz. Toda emoção gerada deveria revelar tais sentimentos que contém beleza e luz.    Mantenhamos a brava luta. Mantenhamos a prática.

A Prática do yoga

PRÁTICA DO YOGA: depois do plantio, a incerta germinação.

Praticar Yoga é realmente uma delícia! Os depoimentos quase sempre estão adornados e intensos. Através do Yoga, fontes hormonais de prazer são ativadas e essas marolas de alegria marcam o início da primeira fase com práticas regulares.

A segunda fase é a própria continuidade. Além das marolas hormonais, religião, doutrina ou filosofia, o Yoga reside na categoria de método prático e objetivo que serve ao desenvolvimento da consciência. Sob esse determinado objetivo, a pessoa que pratica o Yoga é transportada para um vasto oceano de entrega, compreensão, aceitação e gratidão. Isso exigirá profundidade junto ao método completo, com avanço suficiente que se alcance questionar a própria autoidentidade.

Neste caso, as marolas podem ceder a ondas gigantescas, trazer temporais aterrorizantes, emergir monstros assustadores. São os condicionamentos indesejáveis, os hábitos nada saudáveis e os valores éticos em prova.

Como ninguém conhece o fim da história e ainda que toda semente se autogermine, o que foi plantada precisa sincronizar com diversos fatores para que o romper a terra e em árvore se transforme, reúna todas as forças necessárias para este fim. Isso significa que a continuidade com o Yoga está nas condições em que se darão os primeiros conflitos.

O corpo que libera as tensões e tantas outras informações encravadas nas camadas mais densas do organismo, precisa lidar com a mente que se encontra enraizada em determinado molde personal.

Práticas do Yoga podem ser fáceis para uns e difíceis para outros, onde se deve elevar o favorável tanto quanto os desafios.  

Se a mente não compreender a expansão proporcionada pelo corpo, jamais compreenderá a abundância da vida.

Criar, manter, a fim de transformar equivale a própria trindade Hindu: Brahma, Vishnu e Shiva, respectivamente. São esses Deuses que implementam a ideia de continuidade, onde cada nova vida é uma resposta a esse processo vivenciado outrora.  

A fase III do Yoga, fase Shiva, Deus da Transformação, tempo, estudos e disciplina serão instrumentos imprescindíveis.

O Yoga prático e objetivo precisa envolver por completo a vida da pessoa. É por meio da vida que cultivamos a semente, nutrimos a terra, regamos a planta, para que lá na frente o fruto intangível da felicidade plena venha a ser colhido.

Há quem diga que dois, três, cindo anos de prática, e os mesmos demónios continuam presentes. Isso acontece por diversos motivos. Talvez a semente esteja em terra errada; talvez a profundidade na terra tenha sido mal projetada, fundo ou raso demais; talvez o método de plantio esteja inadequado ou talvez o próprio sistema tenha sido mal orientado.

Yoga é união, sincronia, sintonia, ritmo. Antes de se mirar no músculo ou na razão, sentir qual música o coração emana é o que mais importa.  

Sentir e dar atenção ao sentimento nutri vontade na continuidade e aprofundamento no maravilhoso Yoga da humanidade.

INIBIÇÃO SENSORIAL

PRATYAHARA: intensa interiorização.

O Yoga é treinamento contínuo. A dualidade que nos envolve, os “sim” e “não” de todo momento, transporta a prática do Yoga para o cotidiano de nossas vidas.

Uma das técnicas que juntamente com mais sete compõe o sistema “óctuplo” do Yoga Tradicional, treina o “recolhimento”, a inibição sensorial.

Krishnamacharya Shanmukha / Sat Mukhi Mudra – Pratyahara

Chama-se “PRATYAHARA” que é o quinto “anga” (membro) do sistema.

Na ordem, os oito angas são:

1 – Yama (observância moral)

2 – Niyama (autodomínio)

3 – Ásana (postura)

4 – Pranayama (controle da respiração)

5 – PRATYAHARA (inibição sensorial)

6 – Dharana (concentração)

7 – Dhyana (meditação)

8 – Samadhi (êxtase)

O recolhimento de que fala não é em si um distanciamento, nem mesmo algo como se manter numa redoma espiritual ou permanecer só no alto da montanha. Tão pouco se compara a manter os olhos no próprio umbigo.

Ao contrário, Pratyahara exclui a ideia de separação. Trata da habilidade de controlar a consciência e virmos a direcionar nossa atenção para o que realmente importa no pleno autodesenvolvimento como pessoa. Seu exercício expande a consciência, a desenvolve, facilitando o autocontrole ágil – e inteligente – das emoções e sobre a mente; faz de nós de fato humanos.  

Esse aprendizado capacita o praticante do Yoga a avançar nos demais membros do sistema :

  • Concentrar-se que exige demasiada disciplina para nos manter no momento presente;
  • Meditar, o estado de completa entrega na infinitude desse momento;
  • E uma vez lá, o êxtase, a comunhão absoluta com o Si Mesmo transcendental, eterno e único.

O Poder da Astrologia

O Incontestável Poder da Astrologia.

Por Stupa Lima

A Astrologia, mesmo com 280 séculos sob registros, continua a receber críticas e maledicências, ao mesmo tempo que conquista elogios, respeito e mais adeptos. Misticismo à parte, tal conhecimento da relação macro e microcosmo está perpetuado e caminha ainda feito criança entre nós. Com efeito, esclarece questões da vida pessoal e, assim, libera a alma para a plena dissolução de indesejáveis processos que impedem o desenvolvimento da consciência. Quando se olha para a história da Astrologia, percebemos que o tempo é senhor absoluto da sua nossa trajetória; ousar questioná-lo pode ser extremamente perigoso junto ao avanço evolutivo da coletividade que a Astrologia tem o poder de penetrar com profundidade. Há quem defensa, inclusive, a partir do épico clássico “Mahabharata” (Índia) e do “Livro do Enoque” (Era pré-cristã), que foram extraterrestres os mestres que ensinaram como utilizar a simbologia cósmica para interpretar o funcionamento da raça humana. Sem dúvida, conhecimento valioso esse!!

A palavra “Astrologia” surge há apenas 10 mil anos, na Grécia. Vem de “aster” (estrela), que recebeu da raiz indo europeia “ster” (espalhar), pois entendiam os estudiosos da época que as estrelas se encontravam espalhadas pelo céu a nos guiar. No entanto, pela história das civilizações, o homo sapiens começa a dar forma à atual Astrologia no período conhecido como “Idade da Pedra Polida” ou “Neolítico”, cerca de 2mil anos antes, início da agricultura e domesticação de animais. O sedentarismo ao invés do nomadismo permitiu o ócio criativo, a contemplação, maior observação e registros dos corpos celestes em comunhão com acontecimentos ao redor. De geração em geração, tais conhecimentos são repassados, recebem novos acordes, avançam em estudos, observações e interpretações; há manutenção da reflexão sobre o todo que envolve nossa condição humana consciente. Faz apenas um século que Carl Jung legou o “arquétipos do inconsciente coletivo”, bem como a “teoria da sincronicidade” que se debruça especificamente sobre a Astrologia.

Arquétipos inquestionáveis da humanidade? Onde pode residir evolução nisso?

Lidar com o abrangente conhecimento astrológico está ao alcance de qualquer um, mas vai exigir o exercício em lidar com o imaginário, o sutil e o abstrato. Com a prática, o volume no trânsito de estímulos entre os hemisférios cerebrais aumenta e gera inteligência também emocional. Amadurecemos nesse ambiente que compõe parte fundamental da vida orgânica, ao nutrirmos o intelecto (“buddhi”, em sânscrito) com a reflexão, ou seja, com a capacidade de, aos poucos, deixarmos de ser reféns de modelos pré-estabelecidos para conquistar a libertação. Questionar tais modelos é, desse modo, momento do próprio autoconhecimento, logo, é pertinente e incentivado pela Astrologia: definimo-nos melhor por meio da pré-existência de algo.

A Astrologia, ciência ou não, provoca, altera e fomenta o rumo da vida de bilhões de pessoas. Está nas empresas e governos, junto a donas de casa e executivos de multinacionais. Possíveis críticas à Astrologia, podem estar a morder o próprio rabo de quem as emite, pois, em síntese, tamanho conhecimento milenar apresenta a própria história da evolução do homem. Ao ensiná-lo a refletir sobre modelos que precisam existir para dar suporte a odisseia da vida, desenhar à lápis uma estrada, oferecer margens por onde se possa caminhar com maior segurança, faz do precioso tempo que dispomos, algo espiritualmente construtivo em nós.  

“Viemos girando do nada, espalhando estrelas como pó. As estrelas puseram-se em círculo e nós no centro, dançamos com elas… em torno de Deus, gira a roda do céu. Segura um raio dessa roda e terás a mão decepada”. (Rumi).