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O Poder da Astrologia

O Incontestável Poder da Astrologia.

Por Stupa Lima

A Astrologia, mesmo com 280 séculos sob registros, continua a receber críticas e maledicências, ao mesmo tempo que conquista elogios, respeito e mais adeptos. Misticismo à parte, tal conhecimento da relação macro e microcosmo está perpetuado e caminha ainda feito criança entre nós. Com efeito, esclarece questões da vida pessoal e, assim, libera a alma para a plena dissolução de indesejáveis processos que impedem o desenvolvimento da consciência. Quando se olha para a história da Astrologia, percebemos que o tempo é senhor absoluto da sua nossa trajetória; ousar questioná-lo pode ser extremamente perigoso junto ao avanço evolutivo da coletividade que a Astrologia tem o poder de penetrar com profundidade. Há quem defensa, inclusive, a partir do épico clássico “Mahabharata” (Índia) e do “Livro do Enoque” (Era pré-cristã), que foram extraterrestres os mestres que ensinaram como utilizar a simbologia cósmica para interpretar o funcionamento da raça humana. Sem dúvida, conhecimento valioso esse!!

A palavra “Astrologia” surge há apenas 10 mil anos, na Grécia. Vem de “aster” (estrela), que recebeu da raiz indo europeia “ster” (espalhar), pois entendiam os estudiosos da época que as estrelas se encontravam espalhadas pelo céu a nos guiar. No entanto, pela história das civilizações, o homo sapiens começa a dar forma à atual Astrologia no período conhecido como “Idade da Pedra Polida” ou “Neolítico”, cerca de 2mil anos antes, início da agricultura e domesticação de animais. O sedentarismo ao invés do nomadismo permitiu o ócio criativo, a contemplação, maior observação e registros dos corpos celestes em comunhão com acontecimentos ao redor. De geração em geração, tais conhecimentos são repassados, recebem novos acordes, avançam em estudos, observações e interpretações; há manutenção da reflexão sobre o todo que envolve nossa condição humana consciente. Faz apenas um século que Carl Jung legou o “arquétipos do inconsciente coletivo”, bem como a “teoria da sincronicidade” que se debruça especificamente sobre a Astrologia.

Arquétipos inquestionáveis da humanidade? Onde pode residir evolução nisso?

Lidar com o abrangente conhecimento astrológico está ao alcance de qualquer um, mas vai exigir o exercício em lidar com o imaginário, o sutil e o abstrato. Com a prática, o volume no trânsito de estímulos entre os hemisférios cerebrais aumenta e gera inteligência também emocional. Amadurecemos nesse ambiente que compõe parte fundamental da vida orgânica, ao nutrirmos o intelecto (“buddhi”, em sânscrito) com a reflexão, ou seja, com a capacidade de, aos poucos, deixarmos de ser reféns de modelos pré-estabelecidos para conquistar a libertação. Questionar tais modelos é, desse modo, momento do próprio autoconhecimento, logo, é pertinente e incentivado pela Astrologia: definimo-nos melhor por meio da pré-existência de algo.

A Astrologia, ciência ou não, provoca, altera e fomenta o rumo da vida de bilhões de pessoas. Está nas empresas e governos, junto a donas de casa e executivos de multinacionais. Possíveis críticas à Astrologia, podem estar a morder o próprio rabo de quem as emite, pois, em síntese, tamanho conhecimento milenar apresenta a própria história da evolução do homem. Ao ensiná-lo a refletir sobre modelos que precisam existir para dar suporte a odisseia da vida, desenhar à lápis uma estrada, oferecer margens por onde se possa caminhar com maior segurança, faz do precioso tempo que dispomos, algo espiritualmente construtivo em nós.  

“Viemos girando do nada, espalhando estrelas como pó. As estrelas puseram-se em círculo e nós no centro, dançamos com elas… em torno de Deus, gira a roda do céu. Segura um raio dessa roda e terás a mão decepada”. (Rumi).     

Sobre a Síndrome dos Signos Opostos

Dória, Temer e Trump: Sobre a Síndrome dos Signos Opostos.

As mudanças recentes no poder político de esquerda para direita, embora perigosas, combinam com os movimentos cíclicos de transformação que ocorrem em nossas vidas. Mesmo se assustadoramente radicais, mudanças mostram outros cenários, objetos, alavancam reflexões. Disso, clareiam-se equívocos e se atenua o velamento. Mas pode ocorrer, também, efeito contrário, acentuando as idiotices e os contrassensos, principalmente quando existe aquilo que chamo na astrologia de a “síndrome dos signos opostos”.

Signo é o sinal arquetípico do Sol no momento do nascimento. Cada um de nós recebe um sinal, onde o total de 12 sinais forma os signos do Zodíaco. A providência do Sol é gerar a atitude do Ego em seu caminhar pelo mundo, impulsionando-o sobre o modelo sinalizado. Do Sol, todo o resto do mapa astral irá se converter, estabelecendo a trilha do destino a ser percorrido neste ambiente dúbio que estamos inseridos. Tal quais os planetas do zodíaco pessoal, o Ego, representante oficial da consciência, também está conectado a outros atributos do aparato psíquico sutil do homem. Ou seja, ele não está só! Embora possa equivocar-se, o que faria do sujeito o perfeito idiota.

A idiotice aumentaria se o indivíduo, cego pela própria ignorância em não se enxergar integral, agir pelo sinal solar contrário ao seu natural. Por exemplo, sagitário agir como gêmeos ou libra agir como áries. Como são realidades distintas, o sujeito é levado a acreditar em completude e, indevidamente, nubla o verdadeiro signo. Ocorrendo isto de fato, o veículo torna-se perigoso, fica desgovernado. A falsa apoteose evolutiva desencadeará alto nível de estresse contínuo. Como numa câmara de tortura, a dor aumentará e não se percebe o que a originou. A identidade solar esvai e novas marcas, karmas, são geradas, onde cada encarnação providenciará a dissolução.

Estamos aqui para aliviar a carga e não para colocar mais peso sobre a vida.  

collage

Dória, novo prefeito de São Paulo, possui Sol em Sagitário, signo de natureza profunda, impessoal, “Senhor da Meditação” e “Libertador de Almas”. Escolheu o “marketing”, algo de gêmeos, signo oposto a sagitário. “Sucesso com Estilo” é o título do livro de autoajuda de sua autoria.  

Temer, secundário presidente da república, é do signo de libra. A vaidade deste signo é sua doce fraqueza e o equilíbrio sua maior virtude. Temer entrou calado no governo anterior e de favor. Depois, aceitou fazer parte de algo, no mínimo, sombrio, enfatizando o embate, a batalha, a guerra, aspectos do signo oposto que é áries. Frase de Temer: “Sê-lo-ia minha formação…”

E agora temos o Trump do signo de gêmeos, o mais terrível contra todos os insetos, onde ele determina o que é “inseto”. Na sua viagem sagitariana, signo contrário conhecido por ser “O Exagerado”, tem como profissão “bilionário da construção civil”, ganhou a vida com aquilo que é concreto, sem espírito. Mantém as macaquices de gêmeos, mas as tornam grotescas, porque perdeu a noção de limite. Sua espontaneidade está chula. Agora, presidente dos Estados Unidos, torna-se o mais novo “Bobo da Corte”. Ou seja, sagitário, que sinaliza sorte a abundância, fez do geminiano Trump, um megalomaníaco. O laranja bem podia ser limão, pelo menos alcalinizaria o organismo. Mas seu pronunciamento vem mesmo é causando acidez em bilhões de pessoas. Frase de Trump: “Está congelando e nevando em NY. Precisamos do aquecimento global”.

Esta síndrome é mais comum do que se imagina. Se não reconhecida, existe o risco sobre a verdade solar emergir nas situações mais inusitadas, surpreendendo – e denegrindo – o indivíduo disfarçado. Em geral, a família e as pessoas mais íntimas é que recebem o ônus do persona enojado.    

Podemos nos aventurar a conhecer egoicamente, ambientes distintos aos nossos naturais. Passear por lá não tem qualquer problema, sendo mesmo saudável o reconhecimento do par contrário dentro de si mesmo. Isto até mesmo colabora para evidenciar e fortalecer o autêntico “status quo solar”. Porém, nunca, jamais, deve-se falsear aquilo que o astro-rei nos presenteou.

Os signos opostos são:

Áries–Eu faço / Libra–O Outro; Assiste

Touro–Estabilidade, segurança / Escorpião–Transformação, ocultismo

Gêmeos–Professor, cultura / Sagitário–Mestre, antropologia

Câncer–Família, organismo / Capricórnio–Sociedade, estrutura

Leão–Execução, criação / Aquário–Ideias, invenção

Virgem–Racional, nutrição / Peixes–Espiritual, científico