MEDITAÇÃO – PRÁTICA 16FEV/19

Sessão de “ESTABILIDADE MENTAL”

– Utilizando poderosa ferramentas da Kundalini Yoga por meio da prática de “Nyasa” junto ao “Yoga-Nidra”.

A intenção a que se volta a mente tem mais poder do que palavras ditas.

Explicação: 

A intenção a que se volta a mente é mais relevante do que o fluxo das palavras que proferimos. Por isso, precisamos do controle emocional já que a mente a acompanha, viciosamente. Mas se podermos estabilizar a mente fica possível a não reação entorpecida.

Kundalini Yoga age sobre a expansão da consciência: retira a robotização, oferece equilíbrio hormonal e emocional, o que estabiliza a mente.  

São as emoções que criam a mente e não o contrário.

Nyasa é a prática de “colocação”; colocar intenção e sentidos voltados para únicos pontos. Será praticado dentro da modalidade de relaxamento profundo “Yoga-Nidra” (respiração, meditação e visualização).

Data da Sessão:  16 de Fevereiro, sábado (pré-Lua Cheia), 
das 19h30 às 20h45

Local: Centro VOR – Rua Leopoldo Dietrich, 144 – Glória – Joinville

Valor de Participação: R$ 35

Reserva antecipada por meio de nome na lista de convidados para o repasse de instruções importantes:

Celular: 47 991014986 (wp)

Fixo: 47 3433 4748 (deixe o recado gravado caso a ligação não seja atendida).

2019: Marte

Luta é Diferente de Guerra .

– O Ano 2019.

Enquanto que para a Astrologia o ano de 2018 ainda passeia no seu último trimestre, o calendário gregoriano o encerra e isso provoca reações em nós passageiros, como um olhar para dentro, por exemplo.  

Mas a reação comum é “encharcar o bico” para se evitar essa reflexão de fim de ano. Como bem diriam netunianos: “Inferno é a vida sem drogas! ”. Mas aos que ousam lidar sóbrios com o silêncio interior há vantagens. Reconhecer o que deve ser deixado para trás ou mantida a perseverança são questões que favorecem o sentido de renovação de um novo ano que se aproxima.  

2018 segue sob o impulso de Júpiter, o exagerado, enquanto 2019 receberá, a partir de 21 de março, seu filho Marte que além de exagerado como o pai, também é impulsivo e desavisado; faz confusão entre luta e guerra.

Não é boa notícia confusão desse porte pois guerra suspende o diálogo, e sem o outro, as bobagens só aumentam. Quando Krishna no texto hindu Bhagavad Gita diz: – “Vai e lute! Cumpre teu Karma! ”, o contexto reverencia a profunda luta que travamos em lidar com nosso aspecto mais humano que contrapõe o egoísmo. Por isso mesmo – e na maioria das vezes – a luta se transforma em guerra.

Na tentativa de dissolver, digerir e eliminar, os próprios males são expurgados pelo ódio contido na impotência ou limitação de não conseguir resultados de fato transformadores em nós mesmos. A sombra permanece e tende a se expandir cada vez mais. É dela que surge a tirania, a corrosão e as camuflagens cínicas e hipócritas, com bom espaço para transtornos psíquicos sérios, o que já inclui o mau-caratismo. Tudo começou com o medo, o medo de se desbravar.    

Quando a guerra se inicia alcança-se o ponto da degradação humana. A singela consciência é engaiolada, e uma vez néscios, também nos tornamos marginais do nosso próprio espírito.

Por isso é muito importante a reflexão sobre nossa luta ou guerra interior, já que 2019 está sob a insígnia do impulso que age sobre o fluxo das consequências de nossas ações anteriores.

Marte

Marte é o planeta regente de Áries, o primeiro signo da Roda Zodiacal: O que seria da vida sem Áries?!! Simplesmente a Roda não giraria. Áries é da arrancada, onde toda continuidade o deprime: precisa do novo! O impulso ariano que surge da energia de luta de Marte, Senhor do Combate, consolida maior risco de consequências desastrosas. O signo em si é dado como o que mais está propenso a acidentes de toda ordem. A Casa Astrológica que contém o planeta Marte sempre estará repleta de energia para ação. Marte só fica manso quando está em Libra, signo oposto a Áries, onde torna-se diplomático sem perder o sabor da luta por acentuar o desejo por conforto e segurança.

Marte em evidência no Mapa Astral cativa pois é cheio de ferro, elemento contido no sangue, lembrando o fogo da vida. Nesse caso, seu representante arquetípico Áries está para ser a chama do fogo: quem não se atrai por uma?

A internet diz que o recente presidente eleito no Brasil é do signo de Áries. O sempre indiscriminado exagero de Júpiter fez parte disso e de forma contundente conclama todos para a luta.

Qual é sua luta? Seja qual for não a transforme numa guerra.

Mantenha-se inteligente e distante das fantasias que facilmente criamos. A harmonia pessoal é facilitada quando conseguimos fluir por meio de uma combinação de sentimentos e dados.

Peace & Love Ommm

A Linguagem Astrológica e a Barreira Cerebral.

Não importa o quanto antiga é, a astrologia se mantém como um fenômeno cultural contemporâneo. Mesmo quando a grande maioria das pessoas oferece críticas, deboche, desconfiança e a mera curiosidade sobre o horóscopo de cada dia em sites, a astrologia está em cartaz. Talvez seja a busca consciente ou inconsciente sobre quem ou o que somos que não permite o simples descarte desse conhecimento.

O estudo astrológico nada tem de divinatório e tampouco de sobrenatural. Na verdade, a astrologia é antropológica e matemática.  Trata da combinação de símbolos possuidores de extensa trajetória de observação do homem que ainda hoje recebe novas reflexões e gera resultados. Por meio do longo rastro dos registros que deixa há valiosa contribuição para integrar a personalidade e nutrir o gênero humano com a individuação, algo  que o torna “divíduo” e não “indivíduo”.  

Entre a linguagem astrológica e o outro está a figura do Astrólogo, aquele que deve não só interpretar a combinação precisa dos sinais contidos na Roda Zodiacal, como deverá em seguida encontrar a melhor forma de comunicação. O cérebro por ser um órgão dado à autopreservação pode fazer da comunicação algo perturbador, independentemente da linguagem utilizada.

A ciência identificou diversas camadas que o cérebro utiliza para sabotar um avanço sobre a consciência por onde qualquer verdadeiro instrumento de autoconhecimento age, e cita três como as principais:  

 – ATALHOS: o cérebro possui meios fáceis para lidar com sobrecarga de informações ou com a falta de tempo para depurá-las: aceita-se o consenso do grupo ou se confia cegamente em um especialista.

– VIÉS DE CONFIRMAÇÃO: mesmo diante de um bom tempo e estímulo para ir além de atalhos, o cérebro tem a tendência natural de prestar atenção a algumas descobertas em detrimento de outras. Isso favorece a reinterpretar evidências para que se encaixem em crenças preexistentes.

– OBJETIVOS SOCIAIS: outra poderosa camada – a motivação social. Esta pode facilmente driblar a interpretação oferecida, ainda que haja plena consonância. O desejo de ganhar status, adequar-se a um determinado nicho social ou até atrair um parceiro são questões que transportam com facilidade o entendimento para fora do contexto apresentado.

Rompendo as Camadas

Utilizar o maior número possível de instrumentos linguísticos na comunicação, transferir a responsabilidade por meio do conceito de “cocriador” e aniquilar o senso comum, são itens que devem fazer parte do roteiro do Astrólogo, acredito.

Por meio da desconstrução cuidadosa, sem prejuízo a firmeza na condução dos conteúdos, outras ferramentas e conhecimentos são necessários para esse fim, como por exemplo, os toques mais autênticos humanos:  empatia e compaixão.

A ideia sempre em mente é a de prover o mergulho e não gerir um afogamento.   

Olá! Meu nome é RESPIRAÇÃO.  

Como principal alimento e responsável por todo processo inteligente e consciente da vida, a respiração  bem que deveria receber mais atenção da nossa parte.

Fora os momentos do enorme bocejo, é raro lembramos da respiração. No entanto, se pudéssemos desenvolver o bom hábito de atuar sobre ela, modificando-a em diferentes ritmos e contrastes, por meio de exercícios simplórios e eficazes, harmonizaríamos o metabolismo e a favor da nossa própria genética. Poderíamos, inclusive, manipular o estado emocional presente e mesmo alterá-lo definitivamente para um estado de maior plenitude.  

A respiração e o cérebro.

Os canais nasais agem diferentemente sobre os hemisférios cerebrais e consequentemente agem sobre o sistema nervoso autônomo, responsável pelos controles involuntários de órgãos internos com seus efeitos expressivos.  

Se você respirar somente pela narina esquerda, fechando a outra, a corrente de ar inspirada agirá com maior ênfase sobre o hemisfério direito. Esse hemisfério é o responsável por nossa atividade emocional e coordena todo o lado esquerdo do corpo, o mesmo na narina usada. Por sua vez, o Sistema Nervoso Autônomo (SNA) Parassimpático será ativado levando a um amplo relaxamento.

Se respirar somente pela narina direita o hemisfério esquerdo estará em foco. Esse hemisfério é responsável por nossa atividade lógica e coordena o lado direito do corpo. Será o SNA Simpático a ser ativado o que produzirá certa agitação.

Outro ponto é sobre os elásticos tecidos pulmonares que podem alcançar mais de 100m²!!

Mas para usar toda essa capacidade pulmonar precisamos iniciar a respiração no abdômen e direcionar o fluxo do ar para ascender ao peito. Isso representa três fases distintas: abdômen, diafragma (próximo as costelas flutuantes) e alto do peito. É como o grande bocejo com a diferença que se estará utilizando somente as narinas.

É isso é só uma apresentação elementar sobre o poder da respiração.

Existem diversos outros exercícios que manipulam nosso organismo – ativam ou freiam determinados estímulos, harmonizam o fluxo hormonal, acalmam ou acordam a mente, favorecem um sono profundo e revigorante, preparam o cérebro para um teste, desenvolvem a concentração e por aí vai.

São reais as muitas vantagens que obtemos apenas pelo ato de respirar CONSCIENTEMENTE.

Mas o fundamental mesmo é que quando a respiração recebe nossa atenção, percebemos o ritmo com que dançamos a nossa própria vida e se torna possível presenciar se de fato queremos mante-la assim ou o que podemos fazer para melhorar o passo.   

R E S P I R A  !!!!    

Hábitos: não há mal algum!

Desde que se facilite os bons e se dificulte os maléficos, os hábitos constituem o próprio funcionamento da mente – automatiza ao máximo para captar ainda mais.

Ninguém seria capaz de se livrar dos hábitos pois são eles que reafirmam a nossa própria autoidentidade: “não sou ninguém sem café!”.  

Inteligência e consciência, cérebro e mente, residente e domiciliado são composições genéticas tanto orgânicas como etéreas, que agem impulsionando nossas vidas e configuram uma rede de conexões. Por meio dessas ligações os hábitos perpetuam, tanto os bons quanto os maus. Neurônios e Prana retêm informação e fazem da nossa viagem algo mais desperto ou mais sonolento, se não zumbitizado.

No campo da psicologia, os hábitos reafirmam a própria autoidentidade. O “não sou ninguém sem café” mesmo que esteja a tirar o sono  também a noite, o prazer de tal hábito impregnado de você mesmo, da sua personalidade, favorece a tendência de se manter o ciclo habitual. A ressaca no dia seguinte é resolvida com mais café – o mau hábito venceu!

Uma boa maneira para lidar com o modo de funcionamento da nossa cabeça é focar no próprio autodesenvolvimento. Ao flagrarmos um hábito que consideramos mal pois gera consequências que não constam nos objetivos de auto-aperfeiçoamento previamente definido por nós mesmos, dificultemo-lo ao máximo: tira a cafeteira do escritório!

Ao contrário, precisamos dar maior espaço para os bons hábitos, aqueles que já constam na própria genética, inclusive, pois são estímulos naturais.

Dê maior atenção aos pequenos, talvez os sutis hábitos, tanto bons quanto ruins. Podem parecer nada, mas a perpetuação pode ser danosa com efeitos devastadores ou exatamente determinantes para crescimento, amadurecimento e evolução pessoal.

Desperte!

RUÍDO DÓI – SILÊNCIO CURA.

A Prova de que o RUÍDO DÓI e SILÊNCIO CURA.

Link origem: Uplift Connect (maio/18)
>>> tradução: Google / Adaptação: Stupa
– Os antigos mestres espirituais souberam disso o tempo todo; 
o silêncio cura, o silêncio nos penetra profundamente
e o silêncio equilibra o corpo e a mente. 
Agora a ciência está dizendo a mesma coisa.

O valor do silêncio é sentido por todos em algum momento da vida. O silêncio é reconfortante, nutritivo e acolhedor. Ela nos abre para a inspiração e alimenta a mente, o corpo e a alma. Enquanto isso, a loucura do mundo barulhento afoga nossa criatividade e conexão interna; dificulta nossa resiliência. A ciência prova agora que o silêncio pode ser exatamente o que precisamos para regenerar nossos cérebros e corpos exaustos.

Estudos mostram que o ruído tem um poderoso efeito físico em nossos cérebros, causando níveis elevados de hormônios do estresse. O som viaja para o cérebro através do ouvido como sinais elétricos. Mesmo quando dormimos, essas ondas sonoras fazem o corpo reagir e ativar a amígdala, órgão do cérebro associado à memória emocional, levando à liberação de hormônios do estresse. Portanto, viver em um ambiente consistentemente ruidoso fará com que você experimente níveis extremamente altos desses hormônios nocivos.

Curiosamente, a palavra “noise” (ruído) vem do latim, “náusia” (repugnância ou náusea), ou de “noxia” (ferida, dano ou lesão). O ruído tem sido associado à hipertensão arterial, doenças cardíacas, zumbido e perda de sono. Todos nós já experimentamos os efeitos prejudiciais da poluição sonora. O ruído excessivo pode ser uma grande afronta aos sentidos físicos. Atualmente, mais e mais pessoas se identificam como altamente sensíveis e incapazes de funcionar em ambientes caóticos e barulhentos. Mas agora a ciência tem a prova não só que o barulho dói, mas também que o silêncio cura.

Os efeitos do silêncio

Em 2011, a Organização Mundial da Saúde (OMS) examinou e quantificou a carga de saúde na Europa. Concluiu que os 340 milhões de habitantes da Europa Ocidental (quase a população dos Estados Unidos), estavam perdendo um milhão de anos de vida saudável a cada ano devido ao barulho. A OMS também disse que a causa raiz de 3.000 mortes por doenças cardíacas foi devido ao ruído excessivo. Um estudo do professor Gary W. Evans, da Cornell University, publicado na Psychological Science, mapeou os efeitos do barulho do aeroporto em crianças em idade escolar perto do aeroporto de Munique. O estudo mostrou que as crianças expostas ao ruído desenvolveram uma resposta ao estresse que realmente as levou a ignorar o ruído. Ele descobriu que as crianças ignoravam tanto o barulho prejudicial do aeroporto, quanto outros ruídos mais cotidianos, como a fala.

Este estudo é um dos mais fortes, provavelmente
a prova mais definitiva de que o ruído
– mesmo em níveis que não produzem qualquer dano auditivo –
causa estresse e é prejudicial aos seres humanos. 
– Professor Gary Evans.

Os cientistas não se dedicaram ativamente a estudar os efeitos do silêncio, mas descobriram seus benefícios por acidente. O silêncio começou a aparecer na pesquisa científica como controle ou linha de base, contra o qual os cientistas comparam os efeitos do ruído ou da música. O médico Luciano Bernardi estudou os efeitos fisiológicos do ruído e da música em 2006, fazendo uma descoberta surpreendente. Quando os sujeitos de seu estudo foram expostos aos trechos aleatórios de silêncio entre o barulho e a música, eles experimentaram um efeito poderoso. As pausas de dois minutos eram muito mais relaxantes para o cérebro do que a música relaxante ou o silêncio mais prolongado que existia antes do início do experimento. Na verdade, as pausas em branco “irrelevantes” de Bernardi tornaram-se o aspecto mais importante do estudo. Uma de suas principais descobertas foi que o silêncio é intensificado pelos contrastes.

O cérebro reconhece o silêncio e responde poderosamente.

Muitos professores de meditação e praticantes podem atestar isso, e os professores espirituais aconselham os alunos a fazerem pausas meditativas frequentes ao longo do dia. Embora possamos pensar no silêncio como falta de input, a ciência diz o contrário. O cérebro reconhece o silêncio e responde poderosamente. Uma pesquisa posterior de um biólogo regenerador da Universidade Duke, Imke Kirste, descobriu que duas horas de silêncio por dia levaram ao desenvolvimento celular no hipocampo, a região do cérebro relacionada à formação da memória e envolve os sentidos.

Tome tempo para desligar (consciente).

De acordo com a Attention Restoration Theory, quando você está em um ambiente com níveis mais baixos de input sensorial, o cérebro pode “recuperar” algumas de suas habilidades cognitivas. Com o nosso mundo digital, nossos cérebros têm menos tempo para desligar. Estamos constantemente processando enormes quantidades de informação. A pesquisa mostrou que as demandas constantes de atenção da vida moderna colocam muito estresse em nosso córtex pré-frontal – a parte do cérebro responsável por tomar decisões, resolver problemas e muito mais. Quando passamos um tempo sozinhos em silêncio, nossos cérebros conseguem relaxar e liberar esse foco constante.

Os pesquisadores descobriram que o silêncio ajuda as novas células a se diferenciarem em neurônios, e se integram ao sistema, e que quando experimentamos o silêncio, nossos cérebros são capazes de trabalhar para entender melhor nossos ambientes internos e externos. Podemos dar sentido às nossas vidas e ganhar perspectiva, algo que é vital para o nosso bem-estar geral.

Enquanto o ruído cria estresse, o silêncio alivia o estresse e a tensão no cérebro e no corpo. O silêncio está reabastecendo e alimentando nossos recursos cognitivos. O ruído nos faz perder a concentração, os poderes cognitivos e diminui a motivação e o funcionamento do cérebro (como confirmado pela pesquisa sobre os efeitos do ruído). Ao contrário, passar algum tempo em silêncio pode restaurar o que foi perdido pela exposição ao ruído excessivo. Os antigos mestres espirituais souberam disso o tempo todo; o silêncio cura, o silêncio nos penetra profundamente e o silêncio equilibra o corpo e a mente. Agora a ciência está dizendo a mesma coisa.

Os benefícios curativos da natureza e da quietude estão bem documentados, mas agora podemos acrescentar a essa busca por saúde e bem-estar, a nutrição de nossos cérebros. A simples e antiga experiência do silêncio pode ser apenas o bálsamo de cura que precisamos para sufocar nosso estilo de vida moderno e louco.

O silêncio é um espaço vazio. 
O espaço é o lar da mente.
(Buda) 

Meditação: O Mito de Parar de Pensar


M E D I T A Ç Ã O: O Mito de Parar de Pensar.

Na verdade, meditar não significará parar de pensar. A meditação desenvolve a habilidade de observar os próprios pensamentos, pois o comum é sermos abduzidos por eles usando de análises, planejamentos, enfim, tratando-os como uma agenda de acontecimentos futuros ou já vivenciados. Meditar é manter a mente suspensa desse processo vicioso por alguns instantes, todos os dias, o que vai gerar inúmeros benefícios, tanto para a própria mente que possui diversos outros atributos que não somente a análise, como para o cérebro que o hospeda e impulsiona os mecanismos neurofisiológicos necessários para termos vitalidade. A prática da meditação ao harmonizar o enorme fluxo de pensamentos, gera também a sensação de que o tempo desaparece. Então, por meio dessa infinitude, há o contato com a supraconsciência que reposiciona a mente para a tomada de decisões que irão gerar consequências positivas no tocante ao próprio autodesenvolvimento.

Eis o treino: observar a transitoriedade dos pensamentos de tal modo que, em certo instante, o foco será tão exato que o estado de meditação será alcançado. Ou seja, a prática da meditação consiste efetivamente em desenvolver a capacidade de se manter não rígido, mas absolutamente CONCENTRADO. Quando se alcança tal habilidade, o estado de meditação acontece e acompanha nosso dia-a-dia com naturalidade. Passamos a enxergar a sincronicidade dos fatos, a refletir melhor na solução de problemas, a compreender os registros emocionais que se tornaram negativos e acionamos intensos processos de reais aprendizados que nos amadurecem e nos permitem evoluir em consciência sobre aquilo que somos, seja como indivíduo, seja como coletividade.

Emoções e mente estão absolutamente conectadas e asseguram que não haja nem mesmo o risco de dor. Sempre que reagimos, oferecemos a experiência que já passou. O maior vilão nesse sentido é o medo de sentir novamente a dor gravada na memória. Mas pelo fato de que o que fomos ontem já não somos mais hoje, uma vez que muitos bilhões de células já foram trocadas por novas, a prática da meditação ajuda na retomada do fluxo natural da vida que é a TRANSFORMAÇÃO. Sim, meditar nos transforma em pessoas mais compreensíveis, tolerantes, amorosas, inteligentes e criativas, por onde um universo de novas possibilidades sucede. Através do equilíbrio emocional e do sistema endócrino agora nivelado, o corpo físico se ordena e finda a dependência de insumos danosos que o engordam e prejudicam seu pleno funcionamento.

Nos Estados Unidos, o país mais capitalista do mundo, 6% da população hoje pratica meditação, entre adultos e crianças (dados da Universidade de Harvard). Isto acontece porque reduz os custos com saúde do país, comprovadamente.

Então, vamos ao treino?!!

Sentar e ficar quieto observando o trânsito dos pensamentos num primeiro momento pode parecer impossível, mas se trata apenas de mais um desafio dentre tantos que a vida exige. Por isso mesmo existem técnicas que ajudam na primeira fase da prática. Desde já, duas coisas são fundamentais se realmente você deseja a harmonia integral: persistência e um bom motivo, pois é certo, mudanças pessoais serão acionadas.

Equilíbrio Emocional é ATENÇÃO!

Equilíbrio emocional é trazer a mente para o momento presente, logo, é desenvolver a atenção!

São as emoções que formam a mente. A mente atenta pode reconhecer como surge determinada emoção; pode identificar qual estímulo externo que a desencadeia. Sobre essa sutileza psíquica uma nova consciência surge, o que promove uma nova ação: algo próspero surge para si e que certamente envolverá o outro. 

Qualidade de vida provém desse equilíbrio emocional que também é mental e, inclusive, espiritual. Toda ação psíquica que envolve reflexão lida com um dos quatro atributos da mente que é o “intelecto” (buddhi) e somente por ele o espírito, Aquilo Que (se) É, está sendo consultado. Trata-se da linguagem apropriada.

Estar atento a tudo que nos nutri – o líquido que bebemos, a comida que ingerimos e os estímulos externos a que nos expomos – exige treinamento com disciplina. Disso virá a revisão de hábitos, as mudanças de atitude, a revisão de valores e ainda algo de enorme valor: mais inteligência no trato junto a vida.      

2018: Ano Engraçado Esse…

- Júpiter, Planeta Regente de 2018.

2018: Ano Engraçado Esse…

A vida é feita de memória. Sejam elas genéticas ou ainda mais sutis, o memorial mecânico dá forma aos vários “eus”, retira o ser do trono essencial e favorece o estado de sono mesmo quando se está acordado.  Vida após vida repetimos esse processo, mas também evoluímos ao romper do ser, paulatinamente, essas memórias que o padroniza. Objetivo? Libertação! Por isso temos um corpo no tempo e espaço, pois ele abriga o memorial a ser processado, desapegado, dissolvido.

Estudiosos antigos e contemporâneos se utilizam do conceitual desses padrões para ajudar o indivíduo na odisseia da vida. Sigmund Jung: “aprendemos o que é ser humano através dos arquétipos”; Joseph Campbell: “a mitologia é a canção do universo – música que nós dançamos mesmo quando não somos capazes de reconhecer a melodia”. Bem antes desses pensadores, a Astrologia existiu e desenhou tais padrões como “Signos”, sinais que criaram a “Roda Zodiacal”, hoje vista como o mapeamento da personalidade total do indivíduo. Mesmo único que cada um de nós é, continuamos imersos numa herança colossal do processo evolucionário humano. Com apenas poucos 80 anos que em média possuímos para experimentar a vida, vê-se que tal evolução é bastante lenta, o que permite que os padrões sejam identificados, decifrados e catalogados. Do ódio e ao amor, tudo que é do homem compõe a mecânica da vida e pesa. O estado da imanência só existe para que faça valer a transcendência. Ou como disse meu Guru: “O Mestre encarnada também precisa fazer cocô! ” Ou seja, o Mestre também busca a transcendência de tudo que o abate; descobre as impurezas e trata da limpeza: corpo, mente e espírito devem buscar juntos a solução, além de permitir que o resultado da experiência seja repassado para outros.  

Descrever o planeta regente do Ano Astrológico, a quem lê pode movimentar positivamente seu psiquismo por meio da auto-observação e da apropriação do conhecimento. Tendo a carta astrológica em mãos, melhor ainda! Com 2018 a trazer o querido Pai benevolente “Júpiter”, conhecer sua posição na carta natal é um trunfo nas mãos! Júpiter é tido como o engraçado, palavra que surge de “graça”, do Latim “gratia”, mercê, favor, gratidão, boa vontade, estima. Júpiter, assim, é cheio de graça e rege o signo de Sagitário. Tudo que toca, expande, sem distinção, estando aí, o perigo de fazer mau uso da sua energia.  

2017 e o Duplo Saturno.

Para a Astrologia, 2017 ainda não terminou. Isso só acontece quando o Sol alcança o signo de Áries que ocorrerá dia 20 de março, por volta das 14h (Equinócio de Outono no Hemisfério Sul). Saturno, assim, se mantém todo poderoso e com dupla ação: regência maior de 36 anos e a menor, anual.  Senhor do Tempo, da coisa concreta, aquele que diminui a velocidade do giro atômico para a matéria existir, de ano a ano assistirá o desfile dos demais planetas a sua frente, colaborando para que a noção de tempo, algo de extrema importância em nós seres humanos, não seja perdida, sabotada com botox. É preciso lidar com a realidade imediata e somente o ser essencial verdadeiramente a produz, através do desafiador estado de presença, aqui & agora. Se sonolentos estamos, a noção é perdida e a vida esvaia. Não se deve apenas ver, sendo preciso enxergar. Respeitar o tempo é respeitar a vida e o que fazemos com o que ela nos oferece para um trabalho árduo no autodesenvolvimento e no avançar da consciência sobre aquilo que de fato somos. Esse foi o tipo de conteúdo que 2017, por meio do Senhor Saturno, ativou junto ao inconsciente da coletividade e conflitos se tornaram inevitáveis, tanto sociais como pessoais: política (impessoal) X indivíduo (autoexpressão).  

2018, embora de fato cheio de graça e beleza, não será um ano para tolices. Deve-se entender que engraçado não é sinônimo de divertido, algo mais conectado com a palavra sedução. Graça não equivale à sedução, mesmo que ambas tratem de “encantamento”. A graça é ancorada no “ser” como produto espiritual, enquanto que a sedução é a mecânica do ego que deseja o controle. Ser divertido e sedutor é diferente de ser espirituoso e engraçado. Júpiter é naturalmente espirituoso e isso o torna o arquétipo da boa fortuna na Astrologia. Representa Zeus, o Deus dos Deuses, o Todo Poderoso que controla o Universo. É um modelo de fato grandioso e, exatamente por isso, por esse inato ar de superioridade, que Júpiter costuma surpreender seus súditos com surpresas bem desagradáveis, o que inclui ilusionar ainda mais o ego, tornando-o inflado. É como se quisesse dizer: “Não brinca comigo! Sou bonzinho, mas não tolo! ”. E não é mesmo! Narra a mitologia que expulsou o próprio irmão do Olimpo que era… Saturno!!! Portanto, a relação entre os dois não é nada boa e estarão juntos em 2018. Se Júpiter é o benevolente, Saturno manterá o controle do tempo para que bobagens não sejam levadas adiante; coloca a sorte atrás da capacidade. Frustrações nos desejos puramente materialistas estarão em voga em 2018. É preciso existir justiça, proclamam juntos!  

Podemos aproveitar essa combinação de disciplina e disposição para termos um ciclo solar de crescimento, expansão e maior equilíbrio nas diferenças, integrando tudo e todos numa expressão única de prosperidade, o que inclui o próprio planeta, certamente.

Desde já, alimente pensamentos positivos e grandiosos, mas fique atento para não cair nas malhas da autossabotagem que o ego tanto gosta com seus improváveis desejos idiotas de materialização. Observe com carinho de onde surge o desejo e o abandone caso surja do umbigo. Faz um “self” da alma para poder ver o que a contamina e tome cuidado com o deformador de consciência que são as redes sociais.

Que possamos transformar, dar uma nova forma, as palavras e as ações, com afeto e amorosidade, respeito e dedicação, serviço e verdade.

Tenham todos um ótimo novo ciclo solar. Assim Seja! Ommm

Signo Escorpião

Escorpião em Cena.

Não seria de se espantar que astrólogos e demais ocultistas, estejam rodeados pelo signo de Escorpião. Eu estou! Há profissionais do ramo da astrologia cármica que dizem que leoninos (esse é o meu caso) os atraem mais, pois foram da mesma família em outras vidas. Quando se tornam mais íntimos, foram irmãos, inclusive. Por tudo que representa o arquétipo Escorpião, faz total sentido que provoque a retirada de centros egoicos onde leoninos residem naturalmente. Escorpião é o buscador do valor essencial da vida, mas, enquanto busca, sobrepõe a autoafirmação como refúgio, enquanto permanece prisioneiro de uma mente materialista.

Escorpião compõe um eixo contrário/complementar com o signo de Touro, este sim, detentor do materialismo. Ambos representam as casas astrológicas 2 e 8, respectivamente, onde o enfoque são os valores que regem o tangível da vida. No caso Escorpião que deseja o essencial, usará de todo o seu poder regenerador, até encontra-lo. Trata-se de um estímulo forte o suficiente que não se pode negar. Não é incomum seu corpo receber tamanho impacto e obrigar à profundas reflexões. Trata-se de uma vida baseada em processos de transformação, pois para que o essencial seja conhecido, só a morte simbólica das coisas proporciona o renascimento. Transformar é obter uma nova forma que pode ser a de agir, falar, efetivamente algo contrário ao seu eixo Touro de predominância fixa, conservadora e estável. Ainda que a condição social seja por onde Escorpião realmente acontece, nunca, ninguém comum, conhecerá de verdade um indivíduo desse signo, pois ele próprio se espreita, enquanto não reconhece em si mesmo o essencial. Relacionamentos é onde exprime sua intensidade emocional; se nega o convívio, traumatiza-se, pune-se, permanece numa zona de violência consigo próprio. É que a necessidade social Escorpião traz a autoafirmação que gera consequências. Tais consequências norteiam seus valores e deverão provocar as transformações que se propõe esse sinal astrológico.  No social estamos expostos e sujeitos a todo tipo de conflito, que é uma maneira real de crescer e aprender. Assim, a autoafirmação é ao mesmo tempo a maior fraqueza de Escorpião, pois, como dizem os filósofos gregos: “Personalidades fortes demonstram essência fraca, tal qual um cavalo sem o cavaleiro”. Mas quem ousar cutucar suas identificáveis fraquezas de um ego exacerbado, precisa considerar que um ferrão estará apontado em sua direção.

Conviver com Escorpião exige paciência, coisa raríssima nos dias de hoje. Mas quem se aventura, recebe em troca uma ótima oportunidade de também se descobrir. Como Senhor da Transformação, sua passagem em nossas vidas nos torna melhores. Ao oferecermos um convívio amoroso, estaremos sendo justos por tudo que representa no mundo e pelo esforço no autodesenvolvimento, onde o conhecimento esotérico é seu carro-chefe e também nos inspira na busca. É através dos segredos que constituem a vida, que tenta descobrir a fórmula certa, a forma perfeita, a melhor atitude que nutrirá sua essência profunda e carente. Entra aí sua sede por orgasmo ou Samadhi, este ainda mais profundo, pois não exige par. Quando descobre que o próprio processo da busca já é a principal nutrição, a necessidade da autoafirmação se vai e o bom voo da águia acontece; controla os instintos e a supraconsciência exala.

Por mais que a busca espiritual encarada por Escorpião seja uma virtude poderosa, os processos metamórficos e agudos porque passa podem ser dolorosos. Por isso mesmo, todo conhecimento esotérico e científico que acumula no decorrer da vida, fontes de poder, serão instrumentos que utilizará para projeção pessoal, numa tentativa de equacionar o apetite essencial através do material. Com a mente ainda materialista, inspirada por uma cultura medíocre em termos de coletividade, a capacidade de compreensão dos assuntos que expandem a consciência leva tempo para desconstruir velhos valores. Durante, o buscador Escorpião pode sim penetrar fácil no devaneio do poder e expurgar suas trevas por puro processo alquímico. Como a Hidra de Lerne da mitologia grega, corpo de dragão com três cabeças de serpente que, se cortadas, regeneram-se duplamente, de súbito Escorpião traz à tona um viés das profundezas que pode ferir a todos em volta, mas principalmente, a si mesmo. As dores que costuma sentir e que mudam de lugar constantemente, são as cabeças de Hidra que desejam exposição para receberem luz, a busca da verdade primordial.      

Doce como a água dos rios, seu elemento natural; amargo e vingativo como o veneno da serpente, o signo de Escorpião chama atenção pelos contrastes intensos em sua manifestação. Todos os signos possuem dualidades, já que a vida é composta sobre contrastes; por eles, reconhecemos as diferenças. Mas nos Escorpiões, isso soa diferente, quase assustador. J. Campbell traz um ótimo pensamento que nos ajuda a entender o arquétipo Escorpião:  “O melhor antídoto da morte é o renascimento”.
Renascer é o tom sagrada da vida Escorpião e nós, meros mortais, temos muita dificuldade com a transitoriedade das coisas.   

Escorpião traz o desafio de aprendermos por ele que não existe a melhor forma. A vida é multifacetada e nos faz algo novo a todo instante. Resistir a isso é viver em morte e não em regenerações. Estamos conectados por um único fio que tece a vida e que oferece o processo da continuidade, jamais a estagnação. Manter-se nesse nível de consciência profunda o suficiente, permite que sejamos tudo e ao mesmo tempo nada. Dessa forma multifacetada, o ser já contém tudo de que precisa para se tornar, falta apenas descobrir, algo que o signo de Escorpião em muito colabora.  

Onde se encontra no mapa natal, esse modelo Escorpião vive e está repleto de percepção aguçadíssima, como também, de boas doses de prepotência que resultam nas mais diversas transformações que assistimos sobre esse sinal. Chega até mesmo a quase morte várias vezes, para o prazeroso renascimento das cinzas. É o bravo poder de ser Escorpião!

“Tudo está em mudança; nada morre. O espírito vagueia, ora está aqui, ora ali, pois o que existiu já não é, e o que não existiu começa a ser; e assim, todo ciclo de movimento se reinicia” (Ovídio, Metamorfoses).  

Treinamento para o Equilíbrio Integral / Estudio de Yoga