SEROTONINA: VIVA O INTESTINO

2_gethappySEROTONINA:

felicidade, bom sono, bom apetite e bom trânsito intestinal.

Produzida em 90% no intestino, a serotonina é um neurotransmissor, ingrediente que faz a comunicação entre os neurônios e que permite nossa interação com o meio ambiente de forma harmoniosa consigo mesmo. Bioquimicamente falando, a serotonina do intestino é a mesma produzida no encéfalo, só que não necessariamente é encaminhada ao cérebro, pois ela tem necessidade de uso local. É que ele próprio, o intestino, é um cérebro com seus mais de 100 milhões de neurônios. Existe, inclusive, na literatura do Tantra Yoga, o “KANDA”, “cérebro etéreo”, ou “Nabhi Kanda” que não deve ser confundido com o “chakra umbilical”, visto que, estão próximos. Este ponto esotérico no corpo humano recebe todas as 72 mil trilhas (nadis) de corrente energia prânica e que sustentam uma vida sã. Este ponto central sai de sua posição natural em virtude de várias questões: trauma, susto, esforço físico, alto nível de stress. Através de exercícios específicos do Yoga é possível reposicioná-lo, algo que precisa ser feito constantemente, a fim de manter um bom fluxo de energia sutil por todo o organismo.

No encéfalo a serotonina é produzida pelos neurônios do circuito do prazer e da atenção. No intestino, atua no bem estar gástrico, pontuando aqui a nutrição.

Ritmo cardíaco, sono, apetite, regulação de certos hormônios, como a melatonina (sono/vigília) e até o humor compõe os resultados da forte influencia da concentração dessa substância em nosso corpo. No entanto a sua baixa gera cansaço, tristeza, ansiedade, depressão, enxaqueca, e até algumas doenças mentais mais sérias, como a esquizofrenia.

Para alavancar serotonina, além dos alimentos abaixo, exercícios físicos e a fundamental m e d i t a ç ã o que gera uma enxurrada da substância:

– chocolate amargo que é muito querido durante o período pré-menstrual exatamente porque existe uma natural diminuição desse neurotransmissor;

– vinho tinto;

– peixes em virtude do ômega 3;

– abacaxi, porém, frutas em geral;

– cereais integrais.

Vilões: baixo consumo de líquido e fibras.

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YOGA E OS TARJAS PRETAS

por Stupa Lima

Certa vez, quando ministrava práticas em um espaço de yoga no Sul do Brasil, a proprietária e professora convocou para uma reunião. Ligou seu novo notebook super juntamente com um projetor que exibiam tabelas de valores, custos, lucros, estimativas, ações de marketing e estatísticas, tal qual qualquer empresa a varejo faz. Finalmente, exclamou, como faria um gerente de vendas: “Vocês professores precisam trazer mais alunos, pois o metro quadrado da sala é muito caro e tem bastante espaço vago. Lembrem-se: melhor yoga do que tarja preta”.Foi por um instante estonteante, algo como terrivelmente genial. O apelo
de marketing sugerido que foi substituir possíveis rótulos pretos da alopatia pelo Yoga parecia lindo!

Minha mãe, naquela ocasião, passava por um fulminante no sistema linfático, onde eu mergulhava em pesquisas, a fim de obter mais informações sobre o assunto, elaborando-os juntamente com o conhecimento do yoga no tocante a sua atuação terapêutica (yoga terapia).Não discrimino a alopatia em sua medicina convencional. Diante de tanta sujeira no ar, na água e na comida, e de tantos outros elementos perturbadores ligados ao mundo material, não há yoga que por si só possa resolver problemas de saúde já deflagrados. Yoga e tarja preta podem andar juntinhos, mas sabendo que o objetivo do Yoga é eliminar qualquer artificialidade do organismo como um todo ou colaborar para que a alopatia não cause danos significativos. Sua técnica foi projetada para gerar fluidez, o que significa adaptabilidade, flexibilidade, reflexão. Algumas questões de desequilíbrio pode mais facilmente serem resolvidas com o yoga, dispensando, quase que de imediato, pois abre espaço para que se resolva a raiz da doença. O ponto fundamental do Yoga no sentido terapêutico e efetivamente prático está na qualidade do sono, momento em que o organismo descansa e revigora para mais uma jornada solar:
– Regulariza diversas funções, principalmente de manutenção;
– Memoriza melhor importantes informações adquiridas ao longo do dia;
– Realiza melhor o metabolismo dos alimentos, bem como mantém o apetite em equilíbrio;
– Produz hormônios importantes e em maior quantidade durante o sono. Melatonina, que também é o maior antioxidante natural que possuímos, é o principal deles, sendo secretado a partir da serotonina, hormônio mais diurno. A Melatonina faz uma verdadeira faxina de radicais livres no cérebro. Estes elementos nocivos são átomos ou grupos de átomos que apresentam elétrons desemparelhados com poder oxidante. Os radicais livres são produzidos pelas células durante o processo de combustão por oxigênio, utilizado para converter os nutrientes dos alimentos absorvidos em energia. Os radicais livres podem danificar células sadias, ainda que nosso organismo possua elementos (enzimas) protetores que as reparam. No entanto, fatores externos do mundo moderno aumentam significativamente a produção de radicais livres – poluição, pesticidas, comida industrializada, estresse, frituras, gordura animal etc – tornando a operação natural de reparação algo ineficaz.
O pico de melatonina liberada ocorre por volta das 2h da manhã, sugerindo que ir dormir deve ocorrer por volta das 22h. Na infância cerca de 90% dos hormônios para crescimento são liberados durante o sono.
– Reduz a fadiga, o stress, a ansiedade e outros problemas de natureza psicológica;
– Melhora a imunidade, pois durante o descanso interleucinas (proteínas que ativam linfócitos, células de defesa) são liberadas;
– Evita o envelhecimento precoce e formação de tumores, uma vez que outras substâncias antioxidantes atuam mais facilmente sobre os radicais livres;
– O sentidos são desligados na ordem: visão, paladar, olfato, audição e tato. Ao acordar, eles são despertados em ordem inversa.

A partir de um sono bem aproveitado, o estado de vigília poderá manter uma forte atuação na manutenção do que foi adquirido durante a noite, levando nossos sentidos a terem demanda por uma alimentação mais saudável e leve, fazendo-nos lembrar de tomar água fresca e pura, e mantendo um controle mais efetivo sobre os impulsos reativos, além de gerar novas ações.

Não se faz Yoga para se tornar um religioso ou para nos afastar de um mundo conturbado e violento. Faz-se yoga como uma prática holística, diferente da ordinária academia de ginástica. Faz-se yoga para aprender a melhor lidar com o cotidiano, os problemas, as barreiras. Uma paz pessoal resplandece. Se mudamos, o mundo muda. Nenhum problema do mundo material irá desaparecer, muito menos as doenças que estão aí simplesmente quando respiramos. Mas certamente com a prática do Yoga encontramos mais vigor físico, psicológico e emocional para lidar com os desafios e os sistemas, sem nos confundir com eles. Inclusive poderemos lidar com o comércio que nos envolve de maneira mais comedida e com contentamento. A prática do yoga, entre tantos outros pontos que atua de forma positivíssima, faz alterações em nosso movimento enquanto Ser. Este movimento pode até mesmo emergir medos, porque desconstrói padrões, comparando-os com o “religare”. Uma postura do yoga pode ser desafiadora, uma determinada respiração gerar imensa dificuldade. A aparente limitação inflige em medo, medo do novo. Mas ao enfrentar, descobre-se quanta força e determinação existiam. Na verdade o medo pode ser um bom estímulo de continuidade na busca por si mesmo que eleva a autoestima e, fundamentalmente, a autocompaixão, mostrando que sempre se pode ir além.

Yoga é uma prática holística. Envolve corpo, mente, emoções e espírito (essência). Salienta a vida e faz destruir as preocupações. É uma ferramenta infalível e um veículo fortemente armado que diminui a fera capitalista farmacêutica, de entretenimento (as meras distrações) e a indústria da vaidade. Não há necessidade de ir morar no Tibet, mas sim aproveitar a expansão da consciência que o yoga promove para ter na cidade onde moramos, um estilo de vida com mais alegria e saúde.

Neste sentido, dê preferência à vida!

Pratique Yoga e afasta-se dos tarjas pretas viciantes.

YOGA DO SONO. YOGA NIDRÁ. SONO REM.

Saiba mais sobre o sono.  

A palavra “sono” aparece nos estudos do yoga tanto quanto desejo, ego, medo, cobiça. É tratado como “defeito moral” (dosha) e nada tem a ver com o estágio do cansaço psico-físico-emocional que nos retirará da vigília e nos levará para o descanso necessário e útil e que também se chama “sono”. “Tive um sono tão gostoso!”. “Dormi tão bem!”. Ter a lembrança já demonstra que nem se perdeu a consciência em sua totalidade, embora se estivesse em sono.  O Yoga fala de sono e o chama de “nidrá” como um aspecto sonado em que nós, mesmo quando em vigília, nos encontramos. Mesmo se estamos falando, pensando, guiando o carro, comendo, não significa efetivamente que estamos conscientes destes atos. Podemos tão somente estar agindo instintivamente, tal qual faz um quadrúpede que, embora possua consciência – vivo sabe que está – não sabe que respira, por exemplo.

Para tratar do assunto existe uma técnica dentro do sistema óctuplo do Yoga Clássico (Ashtanga Yoga) que se chama “pratyahara” e significa “abstração dos sentidos externos”, onde é treinado controlar o impulso dos sentidos (instinto) à luz da consciência: “Quando a abelha rainha levanta voo (consciência),  todas as abelhas (sentidos) enxameiam atrás dela e, quando ela pousa, elas também pousam”.  No Yoga pós-clássico (tantra) existe uma técnica desenvolvida pelo indiano Paramhamsa Satyananda que oferece mais instrumentos para a prática do pratyahara do yoga clássico. Ela se chama YOGA-NIDRA ou “yoga do sono”. Não se trata de mais um estilo de yoga. A proposta aqui é conscientemente nos unir (yoga) pelo sono (nidrá).

COMO ISTO ACORRE?

É sabido que muitas das imagens subconscientes que aparecem quando praticamos um simples exercício de concentração (dharana), são expressões simbólicas das camadas da personalidade. Isto significa que são tendências inerentes e remanescentes de alguma propensão instintiva que nos influencia, e que são criadas pelo córtex cerebral. Córtex nada mais é aquilo que nos torna seres pensantes com seus 86 bilhões de neurônios ouriçados, transitando informações entre o hemisfério esquerdo (razão) e o hemisfério direito (emoção). O córtex faz isto a fim de liberar a mente inquieta pela busca. Manter-se ávido pela busca de conhecimento é comum à qualidade neocórtex em nós humanos, mas é preciso dominar também este impulso em nome de sedimentação de aprendizados, aprofundamento e expansão de consciência, caso contrário, o estado de meditação não poderá ser alcançado. Embora seja útil ser inteligente, é também um traço da mente que também vicia e controla (sattva: identificação com o intelecto). O YOGA-NIDRÁ elimina estes padrões que foram promovidos pelo córtex e que geram não só a agitação da mente, mas também nos remete a atitudes julgadoras, padrões de respostas e autodefesas. As autodefesas acabam se transformando em auto sabotagens prejudicando nossa lapidação, nosso aprimoramento e a tão louvável sabedoria.   Através do YOGA-NIDRÁ são obtidos:
– relaxamento físico SEM dormir, já que a mente pode reconhecer a postura deitada como “opa, pronto para dormir”.
– relaxamento emocional através das sensações contrárias que desenvolvem, inclusive, um aspecto psíquico chamado “força de
vontade”.
– relaxamento mental através da mentalização de um propósito ou visualização de símbolos e imagens.
– baixa necessidade de oxigênio, batimentos cardíacos desacelerados, pressão sanguínea cai, órgãos dos sentidos descansam mesmo em estado de vigília, operando em outra frequência.
– aumento da resistência da pele, diminuindo e retardando os sinais de envelhecimento.
– aumento dos níveis de oxigênio nos músculos, após os trabalhos
anteriormente realizados com as posturas do yoga (ásanas). Isto faz diminuir o lactato (hiperacidez junto aos músculos que causa dor e desconforto após os exercícios).
– e o maior dos prêmios: ondas cerebrais alfa crescem à luz da consciência, equivalendo as mesmas ondas cerebrais do SONO REM que é o último estágio do sono profundo.

A atividade das ondas cerebrais alfa é comum entre os indivíduos altamente criativos e com mente clara. Bastando mesmo se fechar os olhos por um minuto para que a atividade das ondas cerebrais alfa aumente gradativamente. Ao abrir dos olhos, as ondas cerebrais se tornam mais ativas e este simples “estresse” já desenvolve o acesso às ondas cerebrais beta, o padrão dominante para o estado de vigília. Interessante saber que uma criança possui quantidade muito maior de atividade das ondas cerebrais alfa comparada com um adulto, demonstrando o quanto estão abertas para o treinamento junto a vida (educação). É que as ondas cerebrais alfa têm sido consideradas como as mais saudáveis das ondas cerebrais, assim como também as “mais seguras” ondas cerebrais para
aprendizados, onde se pode desenvolver discernimento, clareza e sabedoria. Na faixa alfa de 10-10.5 Hz (pulsos por segundo), o cérebro se torna apto a realizar o que chamamos de autohipnose. Então, nesta condição mental, a técnica yoga-nidrá pode se utilizar de mantras, pode oferecer novos estímulos e outras determinações de conduta ética (yamas e niyamas – ética yoga), gerando resultados muitíssimo mais rápidos do que quando estamos em outras faixas de ondas cerebrais.

FAIXAS DAS ONDAS CEREBRAIS
– Teta (de 7 a 4 ciclos por segundo) está presente nos estágios 1 e 2 do sono (leve).
– Delta é o mais lento (de 4 a 0 ciclos por segundo) está presente nos estágios 3  e 4 do sono (profundo).
– Alfa, opera de 8 a 13 ciclos por segundo (o ideal é 10 a 10,5) , repetindo-se no último estágio do sono profundo. Ocorre durante o sono REM que apresenta as mesmas características de quando estamos acordados, porém, em outra composição do estado de consciência.
– Beta, representando os ciclos mais rápidos de 13 a 40 por segundo (vigília), sendo observadas em situações de muito estresse, ou mesmo nas situações que pedem extra esforço na concentração mental.

Certamente que todos estes efeitos ocorrem durante o ato de dormir, mas somente após algumas horas e dependendo do nível de estresse que oferece sonos profundos cada vez mais curtos e, assim, cada vez menos revigorantes. O YOGA-NIDRA limpa o ambiente mental para a prática da meditação que não vai exigir qualquer ação, qualquer técnica. A mente estará suficientemente sossegada para a auto-observação sem reação de qualquer forma.

O YOGA-NIDRÁ pode ser visto como uma boa soneca, podendo ser praticado fora da prática do yoga, seja naquele intervalo do almoço, pós trabalho para uma pausa antes do retorno para a casa, ou naquela prática matinal fundamental, depois de uma noite mal dormida. É uma maneira eficiente de reiniciar o cérebro em cerca de  10 a 15 minutos de prática, deixando a mente mais desperta.

A MULHER E A MEDITAÇÃO

A MULHER E A MEDITAÇÃO

Homem e mulher. Um não é melhor do que o outro. Apenas a natureza de ambos é diferente.

A cultura oriental diz que a mulher só pode alcançar a iluminação através do “homem”, tal qual o homem só pode gerar uma criança através da mulher, porque é ela quem possui o útero. O homem pode chegar à iluminação pela meditação, sozinho e diretamente, porque no fundo, ele é só. Para a mulher, a solidão é mais difícil, pois todo o seu ser tem urgência de amar. E como se pode amar se não existe um outro presente?A energia feminina alcança a meditação através do amor.A energia masculina alcança o amor através da meditação.Quando Buda voltou ao seu palácio, depois de 12 anos de ausência, sua mulher perguntou-lhe se o que ele tinha alcançado não podia ter alcançado junto dela. Buda respondeu que não poderia ter despertado se estivesse junto a ela, porque ele a amava profundamente. Se não a amasse, se apenas convivesse com ela, poderia ter alcançado a iluminação, porque não haveria nenhum problema, estando ela apenas na periferia.Para um homem é muito difícil meditar quando está amando, porque a mulher sempre surge em sua mente, fazendo tudo girar em torno dela.O oposto acontece com a mulher. Ela não pode meditar quando está sozinha, porque todo o seu ser volta-se para o ausente e ela sente-se mal e a mente agita. Uma mulher não pode entender que existe êxtase na solidão. Os grandes seguidores de Buda, Jesus, Maomé, eram homens e estavam na solidão (ou solitude), criando um ambiente pessoal meditativo. A mulher sozinha fica angustiada, precisando haver alguém ao menos na sua mente. Se há amor ao seu redor, ela se alimenta com ele; sem amor, sente-se sufocada.Por isto mesmo, a energia feminina criou o Bhakti Yoga, o caminho do amor e da devoção, onde pode fazer da existência do divino espiritual a compensação necessária, dispensando o amor físico. Basta a ideia, a noção e o sentimento de que o outro existe para que ela se sinta preenchida e o amor aconteça. Será através desse amor de ordem pessoal que a mulher torna-se Um. Após a imersão no amor, a energia feminina entra em meditação. Ela até pode estar só, mas sente que o amado está dentro dela.

< Ref. “Conhecimento da Astrologia”, Anna Maria Costa Ribeiro >

 

 

Treinamento para o Equilíbrio Integral / Estudio de Yoga