Vamos falar de Vida?

Vamos falar de vida? Então, vamos falar de RESPIRAÇÃO.

por Stupa Lima

A respiração é o fio condutor entre corpo e mente. Ela determina como seu corpo agirá, determinando em que estado sua mente ficará. Corpo é a parte grosseira da mente e a mente é a parte sutil do corpo.
Já sei que só agora lendo este texto você lembrou que respira, certo?!! Se lembrar disso mais vezes ao dia, posso afirmar que sua vida se tornará melhor, porque, apropriadamente, você estará mais consciente sobre o que ela representa e qual o melhor caminho a escolher. A respiração conduz a vida e a vida é conduzida pela respiração. Cada modelo emocional ou cada padrão de pensamento fazem jus a um ritmo da respiração. Controlar a respiração é controlar a vida, sendo isto a receita de “milagre”.

PRANAYAMAS

diafragma

Então, o bem esquematizado e sábio Yoga, apresenta exercícios de controle da respiração. Na verdade, a expressão “pranayama” é “controle do prana”. Quando respiramos, somos abastecidos desta sutil energia vital que interliga todas as formas de vida, todos os planetas, toda as estrelas, todo o Universo. O prana, inclusive, é responsável pelo próprio ato de respirar, ou seja, “respirando” da palavra grega “pneuma” que possuiu mesmo significado: sopra da vida. Foi descoberto pelo Yoga que a quantidade e a qualidade de prana e a forma como ele flui através das nadis (canais de energia sutil, como artérias e veias) determina o estado mental da pessoa.

Se a respiração está na sua fase alta, parte superior do peito, sinaliza ação/defesa e a mente recebe o sinal de estresse. Sem controle, a casca neocortex cerebral processadora da mediação, da reflexão, nossa esfera superior psíquica, aquilo que nos diferencia dos macacos, é sequestrada, e a resposta imediata sempre é o ataque/defesa, humano-bicho-mamífero. Sob controle, aumenta muito as chances de sobrevivência sem dor, quando se pode atuar com sabedoria.

Se a respiração está na sua fase baixa, região da barriga, sinaliza relaxamento e a mente recebe o sinal de calmaria. Sem controle, a casca neocortex vagueia, fantasia, constrói castelos de areia e das ideias não surgem qualquer propósito, pois a vida flui na trilha das improbabilidades. Controlando, temos a nosso favor a imaginação, os sonhos, as impossibilidades, ideias que criam circuitos, formas, operação, trabalho, emprego de maior energia concentrada. A luz segue uma direção certeira, sendo a tal “luz no fim do túnel”.

Respiração curta, baixa vitalidade. Respirações profundas, as correntes internas intensificam-se, o ser se estrutura como indivíduo e, a partir disso, a transcendência (ir além) se torna possível.

Alguns pranayamas que você pode fazer:

Ujjayi (vitorioso): Em sua maneira mais simples, inspire pelas narinas profundamente, mantendo a glote mais estreita, o que provocará um som de “ondas do mar” ou um leve ronco. Mantenha os olhos fechados e, envolvendo-se no som produzido, deixe-se levar. Este exercício é ótimo para fumantes, pois promove limpeza pulmonar.

Diafragmática: O diafragma é um músculo que separa a cavidade torácica da cavidade abdominal. Conecta-se com o sistema nervoso simpático (acelerador do ritmo respiratório e cardíaco – “alarme”) e parassimpático (desacelerador do ritmo respiratório e cardíaco – “relaxamento”).
Concentrar a respiração aí, aumenta o poder de controle respiratório geral.
Coloque cada mão sobre as costelas flutuantes e pontue respirações profundas somente nesta região. Você sentirá perfeitamente o movimento das costelas abrindo-se e fechando-se, percebendo o forte controle que você está tendo sobre o músculo diafragmático.

Trifásica: os pulmões são bastante elásticos. Se pudéssemos esticá-los, cobririam uma quadra de tênis. A respiração trifásica amplia a capacidade pulmonar para receber mais metros cúbicos de prana. Lá cabem cerca de 6 litros, mas normalmente, usamos apenas 10% desta capacidade. Lamentável!!!
Pelas narinas, inspire expandindo o abdômen. Daí, permita que o ar siga para as costelas flutuantes (diafragma), fluindo na sequência para a parte alta do peito (alto dos pulmões). Ao expirar, siga o movimento contrário até alcançar o abdômen novamente, devendo sugá-lo levemente, a fim de eliminar ao máximo tudo aquilo que foi inspirado.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *