YOGA: Sistema Antigo; Didática Contemporânea.

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Uma reflexão sobre processos criativos que podem ludibriar o conhecimento milenar.

por Stupa Lima

Com tantas novidades que o ocidente elabora sobre o milenar yoga oriental, coloca em risco incutir personalidade ao erudito a partir da moralidade que a estrutura e cerca. Caso ocorra, certamente reduziria a grandeza que esta ciência explora junto a vida humana, mesmo em sua ética base filosófica. Explora, porque que o Yoga respeita o indivíduo como ele está, no mesmo tempo que considera o exato estado do indivíduo pronto para o yoga. Isto justificaria a abertura criativa frente a aplicação do sistema de técnicas tão antigo, principalmente quando aplicado à cultura ocidental, desde que com igual responsabilidade viesse a diluir a personalidade egoica no processo criativo que pode ludibriar a grandeza daquilo que é capacitar o simples sobre nós.

A Personalidade Deve Voltar-se à Didática.

Um fato comum no ocidente é o exercício da objetividade e praticidade. Fatalmente estas qualificações não se enquadram dentro daquilo que de real enfatiza o Yoga: disciplina para o autocontrole. Não se deve confundir singulares virtudes com “policiamento e indigestão emocional”, atributos do ego centrado, contrário da aceitação e observação altruístas de entrega e confiança, eco oriental. As virtudes propostas pelo Yoga também trarão como amigo irrefutável, o tempo. Somente com ele (e não necessariamente através dele) é possível destituir – ou regenerar – condicionamentos apresentados como certezas, onde aos poucos se desconstrói o falso em si mesmo, emergindo o essencial. É bom ter estrutura emocional fortalecida e um corpo vigoroso, pois talvez este essencial seja algo completamente soterrado como possibilidade, embora em sonhos – ou pesadelos-, surja. Como não tratar com profundidade, simplicidade e comedimento diante de uma natureza a ser revelada? Onde caberia objetividade e praticidade neste ambiente que se tornará tão sutil? As manobras do Ego são as nossas manobras operadas em diferentes níveis do psiquismo, consciente, subconsciente ou inconsciente. A aplicação das técnicas propostas pelo yoga é onde a personalidade precisa olhar, atento não só ao ego alheio, como ao seu próprio que pode projetar pessoais convicções. A criação da forma didática ou uma adaptação em apresentar o conhecimento milenar oriental, pode e deve também contabilizar boa dose de coragem frente aquele que se (auto)busca a partir de um sistema de técnicas ainda pouco esclarecido no ocidente. As fontes são variadas, as traduções difíceis, a interpretação é um fato sob um determinando olhar e as religiões adornam. Até quanto se vai nesta adaptação ou criatividade deverá estar de acordo com o quanto a personalidade egoica diluiu-se com a prática do yoga, desmascarando-a da própria projeção que, ironicamente, foi usada para aproximá-la. Linha tênue que já se encontra em desvantagem por estar em terreno ocidental com uma cultura ocidental e valores ocidentais, tudo enraizado no gen (memes) da raça ocidental.

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